Denúncia

Funcionários da Maternidade José Maria de Magalhães Netto, em Salvador, denunciam atraso no 13º salário

Segunda parcela do benefício deveria ter sido paga em dezembro; colaboradores relatam histórico de atrasos salariais sob gestão do IGH  |  Divulgação

Publicado em 02/01/2026, às 22h14 - Atualizado às 22h38   Divulgação   Redação Bnews

Funcionários da Maternidade Professor José Maria de Magalhães Netto, em Salvador, denunciam o descumprimento do prazo para o pagamento da segunda parcela do 13º salário. Segundo informações, o valor, que deveria ter sido depositado até o dia 20 de dezembro, ainda não havia caído nas contas até esta sexta-feira (2). Além do atraso, os trabalhadores relatam que o setor de Recursos Humanos e a diretoria da unidade não fornecem uma previsão de quando o pagamento será regularizado.

Histórico de Atrasos em 2025

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A queixa dos colaboradores vai além do 13º salário. De acordo com a denúncia, os trabalhadores da unidade enfrentaram atrasos recorrentes no recebimento dos salários ao longo de todo o segundo semestre de 2025. A única obrigação trabalhista cumprida dentro do cronograma no período teria sido a primeira parcela do 13º.

A maternidade é gerida pelo Instituto de Gestão e Humanização (IGH), uma Organização Social (OSS) que administra nove unidades de saúde no estado da Bahia sob regime de gestão indireta. O modelo funciona através de repasses feitos pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) para que o instituto realize a operacionalização e o pagamento dos profissionais.

A preocupação pela situação aumenta devido à importância estratégica da unidade. A Maternidade Professor José Maria de Magalhães Netto é uma unidade que opera totalmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e é referência em atendimentos de gestação de alto risco e gravidez na adolescência e acompanhamento de recém-nascidos egressos de UTI e UCI Neonatal.

O objetivo da gestão por Organizações Sociais, como o IGH, é conferir agilidade e eficiência administrativa. No entanto, o atraso nos proventos dos trabalhadores coloca em xeque a estabilidade do atendimento prestado à população baiana.

Posicionamento

Até o fechamento desta matéria, o IGH e a Sesab não haviam se manifestado sobre os motivos do atraso ou sobre a previsão para o pagamento. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.

Classificação Indicativa: Livre


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