Economia & Mercado

Após pleito de produtores, Ministério suspende importação de cacau da Costa do Marfim

Produtores da Bahia e do Pará apontaram riscos fitossanitários na importação de amêndoas de cacau da Costa do Marfim  |  André Fofano / GovBa

Publicado em 24/02/2026, às 19h56   André Fofano / GovBa   Davi Lemos

Após o pleito de produtores da Bahia e do Pará, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) suspendeu temporariamente a importação de amêndoas de cacau da Costa do Marfim. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (24).

No Despacho Decisório 456/2026, o ministério fundamentou a suspensão na possibilidade de entrada de pragas ou doenças por meio das amêndoas importadas. A medida decorre de demandas de produtores baianos e paraenses que manifestaram preocupações fitossanitárias e também econômicas com as importações.

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O ex-deputado federal baiano Bebeto Galvão (PSB), que tem atuação na região cacaueira do Brasil e enviou ofício ao Mapa solicitando providências, disse que também tratou do assunto com o ministro da Casa Civil, Rui Costa.

“Recebo com muita satisfação essa decisão. A entrada crescente de cacau importado vinha pressionando o preço da arroba e prejudicando os nossos produtores. Atuamos com responsabilidade, dialogando com o governo federal, para proteger a produção nacional”, declarou Bebeto, em nota.

O ex-parlamentar também reconheceu o papel do governador Jerônimo Rodrigues na articulação em defesa da cacauicultura baiana. “A união de esforços foi fundamental para que essa medida saísse do papel. Essa é uma vitória do produtor rural, da Bahia e do Brasil”, declarou.

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