Economia & Mercado

CEO da Heineken renuncia após seis anos e queda global nas vendas

Dolf van den Brink deixará o cargo em maio de 2026; saída ocorre após recuo expressivo na comercialização de cerveja, com impacto severo no mercado brasileiro  |  Reprodução / Redes Sociais

Publicado em 12/01/2026, às 19h34   Reprodução / Redes Sociais   Cibele Gentil

O presidente executivo da Heineken, Dolf van den Brink, anunciou oficialmente sua renúncia nesta segunda-feira (12), após seis anos à frente da gigante holandesa. O CEO, que assumiu o comando da companhia em junho de 2020, no início da pandemia, deixará o posto em maio deste ano. A decisão ocorre em um momento de pressão para a fabricante de bebidas, que enfrenta uma crise marcada pelo aumento dos custos operacionais e por resultados comerciais abaixo do esperado, gerando reflexos diretos no desempenho das ações da empresa.

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O Conselho de Administração da multinacional informou que iniciará a busca do sucessor de Van den Brink, tendo para isso um prazo de aproximadamente quatro meses para a escolha do novo líder. Para garantir uma sucessão estável, o atual CEO permanecerá vinculado à organização como consultor por oito meses após sua saída oficial, auxiliando na transição.

Período desafiador

O cenário que motivou a renúncia é evidenciado pelo balanço do terceiro trimestre de 2025, que apontou uma queda global de 4,3% nas vendas de cerveja. A Heineken atribuiu o recuo a incertezas comerciais, especialmente nos mercados das Américas do Norte e do Sul. No Brasil, o desempenho foi ainda mais crítico, apresentando uma queda de dois dígitos na comercialização dos produtos

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