Economia & Mercado
Publicado em 30/12/2024, às 09h13 Divulgação / Freepik Publicado por Vagner Ferreira
Dados recentes do relatório da Global Entrepreneurship Monitor (GEM) indicaram que seis em cada 10 brasileiros sonham em empreender. A pesquisa, feita com apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), destacou que, apesar das dificuldades em administrar o próprio negócio, mais de 50% da população adulta, ou seja, aproximadamente 51 milhões de pessoas, pretendem se tornar empreendedores em um período de curto prazo.
De acordo com informações da CNN Brasil, o desejo se torna mais evidente entre os meses de dezembro e janeiro, marcados geralmente por metas para o novo ano.
Gestora nacional do Sebrae, Luciana Macedo é responsável pela plataforma Ideias de Negócio, que tem como intuito criar conteúdos educativos para a capacitação de empreendedores, e-books e manuais com dicas práticas. Para ela, as áreas mais promissoras devem seguir as tendências mais populares de 2024.
“Novos negócios não surgem a todo momento. O que pode surgir são os modelos de negócio inovadores, o que é uma coisa diferente. Como, por exemplo, no segmento de roupas que deve decidir por uma loja física ou digital, além de escolher se vai vender para todo o país, via redes sociais ou as duas coisas. O modelo de negócio é o que vai mudando”, contou Luciana à CNN, reforçando que mudanças de mercado costumam acontecer no longo prazo.
“Eu indicaria mesmo a busca por um conhecimento mais abrangente, que pode preparar o empreendedor logo no início de jornada, o que o poupa muitos problemas e erro ligados a um planejamento estratégico mal elaborado”, recomendou a gestora.
Outra ferramenta do Sebrae é o Empretec, com iniciativa desenvolvida pela Organização das Nações Unidas (ONU), no objetivo de impulsionar habilidades empreendedoras de sucesso. “Competências como calcular riscos, persistência e estabelecer metas estão entre as características comportamentais desejáveis no empreendedor para que ele tenha sucesso em seu negócio”, disse Luciana.
O Sebrae apontou que os principais negócios do próximo ano devem estar associados a investimentos baixos, mas que tragam altas rentabilidades, e que permitam o trabalho autônomo, sobretudo em estilo remoto.
A estimativa é de que os empreendimentos atuem como um segundo trabalho e tragam um complemento para a renda.
“Uma tendência mesmo que é mundial, que é de uma venda mais digital, de um mercado mais digital e que permite o trabalho de casa, sem um investimento na abertura de um ambiente físico”, disse a gestora nacional.
Confira lista com os 10 segmentos mais promissores do ano:
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