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COP29 agradece apoio do G20 em declarações sobre ações climáticas

COP29 agradece apoio do G20 e discute necessidade de fundo de US$ 100 bilhões por ano  |  Reprodução / Redes sociais @cop29_azerbaijan

Publicado em 19/11/2024, às 13h08   Reprodução / Redes sociais @cop29_azerbaijan   Natane Ramos

Yalchin Rafiyev, negociador-chefe da COP29, demonstrou sua gratidão ao G20 nesta terça-feira (19) pelo apoio prestado à cúpula climática presente na declaração de líderes do grupo que estava reunindo em conferências no Rio de Janeiro.

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No documento, divulgado na noite de segunda-feira (18), os líderes revelaram esperar "com expectativa um resultado positivo" para o substituto do fundo de US$ 100 bilhões por ano prometido pelos países mais desenvolvidos para as nações em desenvolvimento, com o intuito de ajudar a luta contra o aquecimento global.

O G20 expressou apoio à presidência da COP19 e demonstração de comprometimento com as negociações realizadas em Baku, no Azerbaijão, sede da cúpula climática.

"Somos gratos pelo apoio que havia sido pedido pela presidência da COP29. Apreciamos os sinais da intenção de acelerar as reformas da arquitetura financeira internacional. Estamos certos de seu apoio para o sucesso do objetivo de finanças climáticas aqui em Baku", declarou Rafiyev em coletiva de imprensa.

O negociador refletiu sobre a importância dos acordos tomados. "Precisamos agora transformar o trabalho político em trabalho prático", acrescentou.

Simon Stiell, secretário-executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas, também falou sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), revelando que o G20 enviou uma "mensagem clara" para os negociadores na COP29 "não deixarem Baku sem um novo objetivo financeiro". "Isso é do claro interesse de todos", destacou.

A cúpula climática termina no dia 22 de novembro, no entanto, ainda não houveram avanços nas negociações para o Novo Objetivo Coletivo Quantificado de Financiamento Climático (NCQG). Os países declaram que o fundo de US$ 100 bilhões por ano não é suficiente, mas entraram em conflito quando o assunto é de onde partirá o dinheiro para financiar a ação.

"Está claro que são necessários critérios para não deixar tudo nas mãos de escolhas totalmente individuais por parte do país beneficiado [com os recursos]", pontuo o ministro do Meio Ambiente da Itália, Gilberto Pichetto.

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