Economia & Mercado
Publicado em 24/06/2025, às 10h56 - Atualizado às 11h28 Valter Campanato/Agência Brasil Vagner Ferreira
Famosas redes de roupas, como Renner, C&A e Riachuelo, estão investindo pesado no setor de beleza para atrair clientes, oferecendo desde maquiagens até produtos de cuidados com a pele. E, segundo o jornal O Globo, a estratégia tem dado tão certo que já impulsiona uma fatia relevante da receita, com destaque para body splashes, cremes para as mãos, manteigas corporais, sabonetes líquidos e óleos.
A Renner foi pioneira nesse movimento, com a criação da Alchemia, uma loja interna voltada para o segmento. A marca já soma cerca de 300 produtos, distribuídos em 450 lojas no Brasil, Uruguai e Argentina, além das vendas online. A expectativa é dobrar o faturamento até 2027.
O sócio-diretor da Gouvêa Consulting, Rodrigo Catani, explica que o setor de beleza oferece maior frequência de compra em comparação com roupas, cujo consumo é mais concentrado em datas sazonais.
A C&A também entrou na disputa com o lançamento da Bel&za em 2023, oferecendo um espaço dedicado dentro das lojas. “Percebemos que nossas consumidoras buscavam cada vez mais praticidade, conveniência e a possibilidade de encontrar, em um só lugar, tudo o que precisam para se expressar, seja por meio das roupas, dos acessórios ou da maquiagem”, disse Aluma Gogola, gerente da categoria de beleza da empresa.
O impacto foi imediato: o crescimento médio da C&A no setor foi de 74% no último trimestre de 2024, em comparação com o mesmo período do ano anterior. No exterior, gigantes como Zara e H&M também aceleram no mercado de beleza.
“No exterior, todas as empresas perceberam que fazia sentido criar essas ilhas de beleza. Hoje, muitas já possuem linhas próprias. É um mercado muito resiliente a qualquer situação econômica, e cada vez mais as lojas buscam oferecer uma experiência sensorial diferenciada”, afirma Rodrigo Catani.
“As consumidoras usam tanto produtos de luxo, como Chanel e Prada, quanto itens de marcas de influenciadoras brasileiras. Não existe mais aquele preconceito. A consumidora quer experimentar, mas é extremamente exigente”, completa.
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