Economia & Mercado
Publicado em 19/10/2026, às 21h52 Divulgação Mariana Cedrim
Após quatro anos, a Justiça do Rio de Janeiro encerrou a recuperação judicial das Lojas Americanas. A medida, assinada pelo juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira, da 4ª Vara Empresarial do Rio, se deu após a varejista cumprir todas as obrigações do plano de recuperação que venciam em até dois anos após a homologação, efetuada em fevereiro de 2024.
A rede de lojas emitiu um documento onde se comprometeu com o crescimento de suas operações, o fortalecimento sustentável do seu modelo de negócio e o desenvolvimento da experiência de seus clientes. "A Companhia agradece especialmente a seus associados, cuja dedicação foi fundamental ao longo desse período desafiador, bem como a seus fornecedores, clientes e demais parceiros pela confiança e pelo apoio".
A recuperação judicial das Lojas Americanas foi iniciada em janeiro de 2023 após a revelação de fraudes contábeis bilionárias. Na última quinta-feira (15) doze ex-executivos viraram réus em uma ação penal, pelos crimes de associação criminosa, falsidade ideológica e manipulação de mercado. Apenas o ex-diretor Márcio Cruz, firmou acordo com o Ministério Público Federal - MPF, em outubro de 2025.
Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, milionário e principais acionistas da varejista não foram denunciados pelo MPF, pois, de acordo com as investigações, eles foram enganados pelos ex-executivos.
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