Economia & Mercado
Publicado em 18/08/2026, às 14h53 - Atualizado às 15h11 Divulgação Antonio Dilson Neto
A Marabraz, uma das tradicionais redes de móveis e eletrodomésticos de São Paulo, entrou com pedido de recuperação judicial para tentar reorganizar uma dívida estimada em R$ 140 milhões.
O pedido foi protocolado em caráter de urgência na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo e acontece na mesma semana em que as Casas Bahia também pediram recuperação judicial para tentar se salvar de um prejuízo bilionário.
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A empresa atribui a crise a uma combinação de fatores, entre eles os juros elevados, a queda no consumo e uma série de disputas familiares que afetaram a estrutura financeira do grupo.
Segundo a petição apresentada pela empresa, a Marabraz historicamente recorria a empréstimos e outras operações no mercado financeiro para financiar sua expansão e manter o capital de giro necessário para as atividades.
Como garantia para obter crédito, a família utilizava principalmente imóveis e outros ativos imobiliários.
De acordo com o documento apresentado à Justiça, a situação mudou por causa de disputas internas da família. A petição afirma que os administradores responsáveis pela operação deixaram de ter controle sobre empresas que eram proprietárias de parte do patrimônio imobiliário utilizado como garantia.
Com isso, o grupo teria perdido acesso a ativos que serviam de respaldo para suas operações financeiras.
A mudança teria dificultado a renovação de linhas de crédito que já existiam, a contratação de novos financiamentos e a manutenção das condições oferecidas pelos bancos.
Fundada por uma família de origem libanesa, a Marabraz iniciou suas atividades em 1950 e se tornou uma das marcas tradicionais do varejo de móveis no estado de São Paulo.
Em seu período de maior expansão, a rede chegou a contar com 135 lojas distribuídas pela Região Metropolitana de São Paulo, Baixada Santista, Vale do Paraíba e cidades do interior paulista.
O grupo, porém, passou a enfrentar as mesmas dificuldades que atingiram outros varejistas do setor. Entre os principais problemas estão a redução do consumo, o aumento da inadimplência e a transformação do mercado provocada pelo crescimento das vendas pela internet.
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