Economia & Mercado

Mercado de brinquedos: Com 2º semestre tradicionalmente forte, setor busca formas de elevar vendas nos primeiros meses do ano

Levantamento aponta que Natal e Dia das Crianças são responsáveis por 40% das vendas anuais do setor  |  Divulgação / Pixabay

Publicado em 13/07/2024, às 05h30   Divulgação / Pixabay   Verônica Macedo

O mercado de brinquedos no Brasil apresenta uma clara sazonalidade, com um pico significativo de consumo concentrado no segundo semestre do ano. Dados da Circana, empresa global de data tech para análise do comportamento de consumo, indicam que datas importantes como o Natal e o Dia das Crianças são responsáveis por quase 40% das vendas anuais, sendo que o período natalino representa de 22% a 25% e o Dia das Crianças de 15% a 16%.

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Esse fenômeno influencia os fabricantes que concentram os esforços de lançamento, divulgação e distribuição nessa época, deixando o primeiro semestre com menos estímulos para o consumo.

Diante deste cenário, surge uma nova oportunidade para o varejo: explorar novas datas. Esta diversificação pode ser uma estratégia eficaz para manter o mercado aquecido, incentivando o consumo e estabilizando as vendas. O Dia Internacional do Brincar, recém-proclamado pela Organização das Nações Unidas  - ONU, por exemplo, foi celebrado pela primeira vez em 11 de junho deste ano.

A data, promovida pelo Grupo LEGO e outras organizações, visa conscientizar sobre a importância do brincar no desenvolvimento infantil. A iniciativa conta com o apoio de grandes nomes do setor, como Hasbro, Sesame Workshop, The Mattel Children’s Foundation e Save the Children.

Além do Dia Internacional do Brincar, outras datas, como a volta às aulas e o Dia dos Namorados, podem ser estrategicamente exploradas para estimular o consumo de brinquedos.

“Promoções e campanhas de marketing direcionadas nessas ocasiões podem incentivar os consumidores a adquirirem brinquedos como presentes ou itens educativos e são oportunidades para impulsionar as vendas e manter o mercado aquecido durante todo o ano”, afirma Guilherme Bocchi, gerente comercial da Circana.

Segundo análises da empresa, o mercado brasileiro de brinquedos retraiu 13% em faturamento em abril de 2024 em comparação com o mesmo mês de 2023. No entanto, ao considerar os primeiros quatro meses de cada ano, a retração foi de 8% no faturamento, com uma queda de 1% nas vendas em unidades e uma redução de 7% no preço médio dos itens vendidos.

O levantamento indica estabilização, com a queda de faturamento sendo atribuída à redução do preço médio, e não ao número de itens vendidos. Ainda de acordo com o levantamento, as super categorias, Externos e Esportivos, Brinquedos Infantis e Pré-Escolares apresentaram as maiores quedas em faturamento no início de 2024, enquanto eletrônicos, blocos de montar e pelúcias registraram crescimento.

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