Economia & Mercado
Publicado em 15/02/2026, às 19h42 Reprodução / Redes Sociais Leonardo Oliveira
Os casos referentes à investigação ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master que envolve encontros sexuais organizados por ele com a presença de empresários, políticos e outras figuras públicas serão tratados com critério técnico, e não moral, pela Polícia Federal (PF). As informações são de Guilherme Amado, no portal Platobr.
Segundo os investigadores, participar apenas de orgias não configura crime e não é considerado isoladamente de um objeto de persecução penal. Este tem sido o encaminhamento dado aos casos de agentes públicos que participaram das orgias em que a PF tem analisado se vai ou não pedir abertura de inquérito.
Um relatório da PF que está nas mãos do novo relator André Mendonça revela a existência dessas orgias. Nele, os investigadores afirmam que as orgias faziam parte de uma engrenagem de corrupção sofisticada. No entanto, o entendimento atual da PF é que o tema só ganha relevância criminal quando esses encontros se conectam a outros fatos sob apuração.
Desta forma, o que atiça a curiosidade privada do interesse público na possível vinculação entre os participantes e práticas ilegais investigadas, como decisões administrativas suspeitas, favorecimentos indevidos, tráfico de influência, corrupção, entre outros crimes.
Nesses casos, a presença de agentes públicos ou de pessoas com poder decisório em ambientes bancados por Vorcaro pode servir como indício de proximidade, intimidade e possível uso de recursos financeiros, bens ou serviços como forma de criar vínculos e facilitar ilícitos.
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Para a PF, os encontros poderiam funcionar como mais uma tática utilizada pelo banqueiro para aumentar sua rede de influência, a ser analisada em conjunto com transferências financeiras, contratos, mensagens e outros elementos do inquérito.
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