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Pix e fintechs ampliam acesso a serviços bancários; confira índices

Brasileiros e empreendedores ampliaram o sistema financeiro nos últimos 10 anos com acesso a serviços bancários  |  Divulgação / Freepik

Publicado em 20/01/2025, às 09h00   Divulgação / Freepik   Publicado por Vagner Ferreira

Dados da Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs) apontam que cerca de 60 milhões de brasileiros e empreendedores passaram a integrar um sistema financeiro nos últimos 10 anos, impulsionados pelo pagamentos instantâneos (Pix), criado pelo Banco Central (BC).

De acordo com informações do jornal O Globo, o índice equivale a mais da metade da força de trabalho do país que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é estimada em 110,6 milhões de pessoas. No entanto, mesmo com a alta, o Brasil enfrenta uma crise relacionada ao pix, visto que a tentativa de aumento da fiscalização sobre movimentações acima de R$ 5 mil gerou uma onda de fake news. 

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O país possui, atualmente, 1.476 fintechs em atividade, sendo que 80% são pessoas físicas, realizam movimentações bancárias mensais entre R$ 2 mil e R$ 4 mil por meio de pagamentos via Pix e em microcrédito, conforme sinalizado pela ABFintechs, de acordo com informações do Banco Central, do Instituto Locomotiva, do Sebrae e do Gerson Lehman Group (GLG). 

Ainda, segundo levantamento, o pix se configurou como o meio preferido para pagamentos em pequenos comércios e transferências familiares e microempreendedores individuais (MEIs) compõem 20% dos novos bancarizados, com movimentação mensal de R$ 5 mil a R$ 10 mil.

O head global de Políticas Públicas do banco digital, Eduardo Lopes, explica que o surgimento das fintechs e o aumento do uso dos usuários do smartphone após a pandemia, fez o processo de bancarização aumentar.

Segundo ele, o movimento ganhou tração com “as pessoas em casa, querendo receber Auxílio Emergencial (hoje Bolsa Família), sem poder abrir as contas nas agências. E o último impulso veio do Pix, instantâneo, gratuito, com todas as instituições oferecendo. Esse casamento permitiu que a inclusão fosse muito rápida no Brasil. Mesmo quando olhamos outros países com transferência instantânea, como o México, estão distantes do Brasil”, disse, conforme reportagem.

O diretor de Inovação, Produtos e Serviços da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Ivo Mósca, acredita que o pix continuará crescendo e batendo recordes. Ele informou que as transações digitais aumentaram em 80%, enquanto a circulação de dinheiro caiu 2%. 

“São 150 milhões que já usam o Pix, que cresce constantemente. O Pix Automático vai competir com débito automático. O instrumento permeia todas as camadas da população: da baixa à alta renda”, explicou ao Globo. 

Já o chefe do Departamento de Promoção da Cidadania Financeira do BC, Luis Gustavo Mansur Siqueira, ressaltou que 87% das contas bancárias são ativas. “Em 2024, 72 milhões passaram a fazer transferências bancárias. São pessoas que não faziam TED. Esses números mostram a importância do Pix para o sistema financeiro e para a bancarização. Foi a cereja do bolo de um processo que começou em 2003, com correspondentes bancários e lotéricas. Hoje, 90% dos adultos que recebem Bolsa Família fazem Pix”, destacou.

A base de clientes pessoas físicas das fintechs teve alta de 82% entre 2022 e 2023, totalizando 46,7 milhões, conforme pesquisa Fintechs de Crédito Digital, realizada pela PwC e a Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD).

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