Economia & Mercado
Publicado em 24/04/2026, às 10h11 - Atualizado às 10h28 Paulo M. Azevedo / BNews Lucas Pacheco e Yuri Pastori
O presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), Carlos Henrique Passos, avaliou, durante o lançamento da INDEX Bahia 2026, na sede da entidade, nesta sexta-feira (24), as implicações de uma possível redução da jornada de trabalho no Brasil. Ele destacou que as empresas enfrentam o dilema de se adaptarem a mudanças em um cenário de instabilidade econômica.
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"Dificilmente o setor empresarial vai deixar de enfrentar essa questão da redução da jornada, não por ser contra a redução, mas por entender que a redução de forma artificial cria dentro do ambiente competitividade", afirmou.
O executivo defendeu que as mudanças sejam implementadas por meio de diálogo entre os setores e negociações coletivas, garantindo que a legislação respeite as particularidades econômicas de cada segmento.
O que o setor industrial defende é que essa medida deva ser objeto de negociação entre patrões através dos seus sindicatos que se dá através das convenções coletivas, mas se tiver que vir com lei, que se compreenda as particularidades dos diversos setores econômicos para que nós não tenhamos lá na frente o arrependimento de fazer isso de forma assodada, baseada apenas no calendário eleitoral", alertou.
"Talvez seja o caminho também que faz com que as empresas possam inovar, criar e superar. Esse desafio nos obriga a fazer, não é o melhor caminho, pelo menos no momento em que encontramos outros desafios", acrescentou.
Passos defendeu que o momento é inoportuno devido à sobrecarga de outros desafios, como a reforma tributária e as altas taxas de juros. O executivo mostrou-se preocupado de que o debate sobre a produtividade nacional esteja sendo prejudicado por uma polarização política voltada a interesses eleitorais imediatos em vez de um crescimento sustentável.
O presidente da FIEB destacou a importância estratégica do setor industrial. "Veio a pandemia para mostrar que mesmo países desenvolvidos como os Estados Unidos ou a Europa precisavam da indústria para poder conviver com os bloqueios da logística mundial", ressaltou.
Carlos Henrique Passos falou ainda sobre o novo momento da indústria baiana. "Eu acho que a indústria da Bahia, isso é que é bom, tem procurado se diversificar não só do ponto de vista do setor de atuação, mas principalmente do local da instalação", declarou. "O grande segredo da indústria é a palavra produtividade. Esse é o nosso desafio para conquistar competitividade", finalizou.
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