Economia & Mercado

Tarifaço deixa em risco exportação de toneladas de frutas brasileiras para os EUA

Medida começa em 1° de agosto e a quantidade poderia abastecer Salvador por um ano  |  freepik

Publicado em 21/07/2025, às 14h36   freepik   Gabriel Santana

O tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros, imposto por Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, deixa a exportação de toneladas de frutas brasileiras em risco. Os alimentos podem estragar ou ser vendidos por um preço abaixo do mercado.

A medida foi anunciada por Trump e começa a valer já no próximo dia 1º de agosto de 2025. O tarifaço já levou o embarque de frutas, pescados, grãos e carnes a serem suspendidos.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

De acordo com informações veiculadas pelo Portal G1, a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) relatou que quase 2,5 mil contêineres estão preparados para ser exportados, mas ainda aguardam uma solução diplomática.

Se inscrevam no canal do Bnews no YouTube.

Esta quantidade de produtos a serem exportados seriam suficientes para conseguir abastecer capitais como Salvador (BA), Manaus (AM) e Recife (PE). E, entre os produtos mais afetados está a manga. Ela é a principal fruta in natura exportada pelo Brasil aos Estados Unidos.

A Abrafrutas diz em entrevista que não pode pôr a manga no mercado interno e nem mandar para a Europa. Isso porque vai “colapsar o mercado, o preço vai desabar e não há logística para isso”. Além disso, a entidade relata que o segundo semestre pode ser um “período de colapso”.

O Governo Lula recomendou que as empresas brasileiras mobilizem os seus compradores nos EUA, enquanto tenta negociar o adiamento desta tarifa em 90 dias com o governo Trump.

Classificação Indicativa: Livre


TagsexportaçãoGoverno Lulabnewsgoverno trumpprodutos brasileirosAbrafrutastarifaço

Leia também


Com tornozeleira, Bolsonaro também é proibido de conversar com 177 pessoas


Jerônimo Rodrigues revela preocupações com impacto do tarifaço e sanções de Trump no setor produtivo