Educação

Governador brasileiro sanciona lei que acaba com cotas raciais em universidades do estado

Em caso de descumprimento da lei que acaba com cotas raciais, as instituições poderão pagar multa de R$ 100 mil por edital  |  Jair Quint/Agecom/UFSC

Publicado em 22/01/2026, às 18h16   Jair Quint/Agecom/UFSC   Mariana Cedrim

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), sancionou, nesta quinta-feira (22), a lei que acaba com cotas raciais em universidades do estado, proibindo a reserva de vagas não somente para o ingresso de estudantes, mas também para a contratação de docentes, técnicos e qualquer outro profissional.

A gestão alegou que diversos fatores foram levados em consideração para a medida como uma concorrência mais justa no acesso às universidades e a meritocracia. O governo catarinense tambem expressou o respeito à decisão da Assembleia Legislativa em aprovar a nova legislação e a melhoria do acesso aos candidatos mais vulneráveis economicamente.

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O texto da lei aprovada é de autoria do deputado estadual Alex Brasil (PL) e havia sido aprovado em 10 de dezembro pela Alesc. As principais instituições afetadas serão a Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina), e as unidades que integram o sistema Acafe (Associação Catarinense das Fundações Educacionais), que recebe recursos públicos por meio do programa Universidade Gratuita.

As instituições privadas que recebem bolsas do Fumdesc (Fundo de Apoio à Manutenção e ao Desenvolvimento da Educação Superior Catarinense) também são obrigadas a cumprir a lei. Em caso de descumprimento da lei as instituições poderão pagar multa de R$ 100 mil por edital e perder repasses do estado.

Classificação Indicativa: Livre


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