Eleições / Eleições 2022

Candidatos a deputado do PT travam disputa por recursos para campanha

Partido deve definir cotas diferenciadas para atuais parlamentares e novatos  |  Folhapress

Publicado em 24/04/2022, às 12h00 - Atualizado às 12h08   Folhapress   Folhapress

Candidatos a deputado federal pelo PT travam internamente uma disputa pelo quinhão do fundo eleitoral a que terão direito na eleição. O caixa do partido terá R$ 486 milhões deste recurso, que é dinheiro público, para gastar em todas as campanhas. No caso dos deputados federais, deve haver dois critérios. Os atuais detentores de mandato que buscarem a reeleição devem ter direito a uma cota maior. A expectativa é que o valor fique entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões para suas campanhas. Já os novatos receberiam menos do que isso.

Deve haver também uma exceção para petistas sem mandato, mas com grande potencial de votos para a Câmara, como ex-prefeitos, governadores e senadores, que receberiam a cota maior. Internamente, esse critério vem sendo apelidada por alguns de "regra Suplicy", em referência ao atual vereador paulistano e ex-senador, que deve ser um dos puxadores de voto do PT para deputado federal em São Paulo.

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Secretária de Finanças da legenda, Gleide Andrade diz que os números mencionados são por ora apenas especulação, e que a decisão sobre a partilha do bolo será do diretório nacional, em reunião no final de maio. Ela confirma, no entanto, que atuais deputados receberão tratamento diferenciado. "A prioridade zero da campanha é eleger o Lula. A seguinte é manter e ampliar nossa bancada federal. O fundo segue essa orientação", afirma.

Segundo ela, há um entendimento de que os atuais deputados são os responsáveis pelo atual tamanho do fundo eleitoral, o segundo maior entre os partidos, atrás apenas do destinado à União Brasil.
"Temos o entendimento que esse fundo que recebemos é decorrência direta do tamanho da nossa bancada. Isso será levado em conta como critério de distribuição", diz.

Entre candidatos, há reclamações também sobre um possível conflito de interesses envolvendo a própria secretária, que pretende disputar mandato de deputada federal por Minas Gerais. Reservadamente, há um receio de que ela privilegie a si própria e aliados na partilha do fundo. Andrade diz que a preocupação não se justifica. "Serei candidata, mas seguirei o critério estabelecido para todos. Não receberei R$ 1 a mais pela minha condição no partido. Minha prestação de contas poderá ser acompanhada pelo portal do TSE", afirma.

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