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Gusttavo Lima e Frigorífico Goiás podem ser condenados por propaganda 'escrachada' de Bolsonaro

O Ministério Público Eleitoral entrou com uma ação contra Gusttavo Lima e Frigorífico Goiás na semana passada  |  Reprodução / Redes Sociais

Publicado em 04/10/2022, às 08h32   Reprodução / Redes Sociais   Tiago Di Araújo

As eleições 2022 só ocorreram no último domingo (2), em que ficou definida a disputa entre Lula e Bolsonaro no 2º turno, para o cargo de presidente. No entanto, antes mesmo do período eleitoral, o atual chefe do executivo já tinha apoio escancarado de algumas personalidades e empresários.

Prova disso é que, durante uma motociata promovida por Bolsonaro, em maio, o Frigorífico Goiás, que já teve o cantor Gusttavo Lima como sócio, plotou um helicóptero com propaganda do presidente, que foi utilizada para fazer um sobrevoo no ato.

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Reprodução / Twitter

Por isso, o Ministério Público Eleitoral registrou uma ação contra o frigorífico e contra o artista, que declarou voto em Bolsonaro durante um show em Miami, pedindo a condenação e pagamento de multa de R$ 20 mil, por propaganda eleitoral irregular. A veiculação de propaganda eleitoral em bens particulares é proibida, exceto em veículos e janelas residenciais, desde que não exceda o meio metro quadrado.

"O Frigorífico Goiás e Gusttavo Lima são responsáveis pelo ilícito eleitoral. O primeiro como proprietário do helicóptero e o segundo como cantor de fama nacional e internacional que cedeu sua imagem à empresa e dela fez uso extensivo nas circunstâncias do caso", escreveu o procurador regional Eleitoral, José Ricardo Teixeira Alves, na ação.

Procurada, a defesa de Gusttavo Lima afirmou que ele e a Frigorífico Goiás tinham apenas um contrato de uso de imagem, mesmo constando no site da empresa o nome do artista como sócio. O rompimento entre as partes teria acontecido somente no dia 24 do mesmo mês da motociata.

O Frigorífico Goiás é representado por Leandro Batista Nóbrega e no último domingo, se envolveu em uma polêmica ao ofertar a 'picanha mito', com valor promocional, o que acabou gerando um grande tumulto no local..

O estabelecimento anunciou que quem estivesse vestido com a camisa do Brasil, poderia comprar a peça da picanha, de R$ 129,99 por apenas R$ 22, que é igual ao número do partido do presidente Jair Bolsonaro.

Justiça suspende promoção de picanha do “mito” a R$ 22 em Goiás e gera tumulto pic.twitter.com/rLAfE81LYg

— Junior Melo TERRA🇧🇷🇮🇱 (@juniormelorn_) October 2, 2022

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