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Publicado em 24/01/2026, às 15h12 Reprodução / Instagram @uma_intelectual_diferentona Leonardo Oliveira
A influenciadora baiana Bárbara Carine criticou, por meio das redes sociais, a criação da Lei Municipal nº 2.184, que institui o Programa de Combate à Cristofobia em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. A publicação acontece justamente na semana em que se celebra o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, em 21 de janeiro, que segundo Bárbara, é “profundamente absurdo”.
“O que está acontecendo no município de Lauro de Freitas, Bahia, é profundamente absurdo. É a tentativa de construção de um estado teocrático”, afirmou. Ela destacou a contradição da nova legislação, considerando o histórico de violência e perseguição contra religiões de matriz africana.
“Não é à toa que escolheram o dia 21 de janeiro, que é o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. Intolerância religiosa essa sofrida largamente pelas religiões de matriz africana”, pontuou.
A influenciadora questionou a falta de evidências de ataques a templos cristãos, em contraste com as agressões e depredações a terreiros registradas na Bahia. “Eu quero saber quantos templos cristãos foram invadidos, quantos foram depredados, quantos recentemente foram violentados, quantas lideranças religiosas foram agredidas, quantas paredes foram pintadas, pichadas, como aconteceu recentemente de um terreiro de Salvador, que entraram lá e picharam o nome de Jesus. Quantas você viu picharem o nome de Exu?”, questionou.
Bárbara também classificou a medida como um ato de cinismo e imposição religiosa, por coincidir com uma data simbólica de combate à intolerância. “A gente está vivendo uma imposição estatal de uma perspectiva religiosa, e isso é muito triste e muito violentador, muito cínico quando acontece no dia 21 de janeiro”, declarou.
Nas redes, ela ainda relacionou a criação da lei com a decisão da prefeitura de encerrar as atividades da creche Casulo da Vovó Ana, que funciona dentro de um território de terreiro e atende cerca de 40 crianças.
“A prefeitura de Lauro de Freitas está alegando que precisa do espaço para desenvolver um centro cultural. Eu tenho certeza que existem, inclusive com iniciativas comunitárias de Lauro de Freitas, espaços, trabalhos, projetos que podem ser fortalecidos como centros culturais na cidade, sem precisar retirar essas 40 crianças desse espaço, sem precisar encerrar as atividades de uma escola tão importante pra comunidade que já tem mais de quatro décadas”, criticou.
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Bárbara Carine ainda lamentou a situação enfrentada por adeptos das religiões afro-brasileiras no município. “Eu sinto muito pela perseguição que as pessoas adeptas de religiões de matriz africana estão sofrendo no município de Lauro de Freitas. E certamente nós precisamos denunciar esses movimentos, que são movimentos de perspectiva de construção de um estado teocrático, e a gente não está na Idade Média europeia”, finalizou.
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