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Márcia Short aponta falta de valorização de artistas baianos: "É muito triste"

Em sua participação no programa, Márcia Short compartilha experiências e desafios enfrentados por novos talentos na Bahia  |  Foto: Reprodução / redes sociais / @marciashortoficial

Publicado em 04/12/2025, às 20h44   Foto: Reprodução / redes sociais / @marciashortoficial   Natane Ramos

A cantora Márcia Short participou do programa "Se Liga Bocão", apresentado por Zé Eduardo, nesta quinta-feira (4), e comentou sobre a falta de espaço, valorização e projetos de artistas baianos. "Eu já estive nesse lugar, é muito triste", contou durante a entrevista.

Márcia relembrou um dos seus projetos que acabou sendo prejudicado pela falta de gestão apropriada. "Foi um ano que eu coloquei um projeto, eu tive um apoio para executar, é um projeto que se chama Trio Escola Aprendiz de Carnaval, é um projeto que acolhe alunos que se destacam nas escolas de música, que são fomentadas pelo Governo do Estado. A culminância desse projeto se dá em um trio no Carnaval, onde esses meninos e meninas vão fazer essa passagem e conhecer o que é estar em um trio, em uma avenida, o que é estar em um Carnaval de Salvador", começou.

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A cantora revelou que teve problemas com fiscalização e passagem de som devido a falta de valorização e preocupação com esses novos artistas. "Com muito esforço para colocar o projeto, muita luta para colocar o projeto, aí os problemas das logísticas do Carnaval, o trio estava preso em Ondina, não passou, quando o trio chegou já estava eu e minha banda já a postos, só que faltava 50 minutos para começar o desfile. Só que, atrás de mim, estava o trio de Bell...",  acrescentou.

"Chorei o Carnaval todo, isso é uma questão que ainda acontece. Eu acho que é preciso pensar o Carnaval um pouco antes e buscar alternativas para que esses deslocamentos, como isso tem muitos anos, talvez hoje possa estar acontecendo em uma escala menor", desabafou.

Márcia Short reforçou que ainda existe uma falta de valorização cultural com a música e artistas baianos. "Eu acho que o público também se renovou, o novo sempre vem, e veio. Quando o Axé surgiu, só havia o Axé, era a expressão mais forte. Hoje nós temos outros artistas, outros estilos e o público voltado para outras questões. Eu acho que o que a gente precisa é renovar, é de fato apresentar novidade", finalizou.

Classificação Indicativa: Livre


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