Entretenimento
Publicado em 17/07/2026, às 13h02 Reprodução / Globo Andreza Oliveira
William Bonner, que passou 29 anos à frente do Jornal Nacional, tem vivido uma nova fase profissional desde que deixou a bancada da atração diária no mês de novembro. Ele, que apresenta o Globo Repórter ao lado de Sandra Annenberg, assumiu ma nova função recentemente e viajou como repórter para uma série especial sobre os países que receberão a Copa do Mundo de 2030.
O comunicador abriu o coração sobre a nova rotina em entrevista ao jornal EXTRA. Ele falou como tem sido experimentar um ritmo diferente de trabalho do que estava acostumado durante décadas.
A primeira reportagem da série foi realizada no Marrocos e será exibida na noite desta sexta-feira (17). Ao longo da produção, Bonner passou por Portugal e Espanha, que dividirão a organização do evento esportivo na próxima temporada. Foram 20 dias de gravações em oito cidades, com uma equipe formada por cinco pessoas.
Apesar dos destinos, a mudança mais significativa para o veterano foi a dinamicidade das produções. Ele deixou a urgência do telejornalismo diário para ter mais tempo de apurar, gravar e construir uma narrativa.
“Eu entrei na TV já como apresentador e aprendi edição. Reportagem eu fiz em diversas situações especiais, às vezes coberturas de tragédias, às vezes eventos de grande importância política no Brasil e no exterior. Mas, naquelas ocasiões, elas eram exibidas no mesmo dia em que tinham sido editadas. Já o Globo Repórter permite um respiro muito maior. São reportagens que têm um outro timing”, explicou.
Bonner também destacou a possibilidade de participar de uma maneira diferente do processo de construção. Em vez de lidar com o intervalo reduzido entre a apuração e a exibição de uma notícia, ele teve a oportunidade de acompanhar o desenvolvimento das histórias com mais tempo.
“É muito prazeroso porque isso me proporcionou uma nova experiência profissional. Fazer a reportagem olho no olho com os entrevistados, escolher a forma de contar a história e ainda fazer isso com um tempo mais elástico é mais confortável”, afirmou.
De acordo com o apresentador, a experiência não significou uma rotina tranquila. A equipe percorreu oito cidades em três países durante os 20 dias de viagem, com uma agenda intensa de gravações e deslocamentos.
“Foram 20 dias, gravando em oito cidades dos três países, numa equipe de cinco pessoas. A rotina de trabalho é muito intensa, porque o ideal é que a gente maximize o aproveitamento das horas do dia. Tudo isso era novo para mim, mas não era novo para nenhum deles, o que me ajudou demais nessa minha primeira experiência para o Globo Repórter no exterior”, contou.
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