Esporte
Publicado em 16/06/2026, às 11h07 Divulgação/FIFA José Gabriel
Em meio ao caos, guerra e destruição, o atacante Aymen Hussein se tornou jogador profissional e fez o gol que classificou o Iraque para o Mundial deste ano. O feito lhe rendeu a oportunidade de realizar um sonho: disputar a primeira Copa do Mundo da carreira.
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Porém, antes de sorrir com a conquista, o jogador de 30 anos passou por muitos momentos de dor e sofrimento. Hussein viu o pai ser morto pela organização terrorista Al Qaeda, em 2008, e o irmão sequestrado pelo Estado Islâmico, em 2014, que nunca mais foi encontrado. Além disso, a família teve a casa destruída por conta de conflitos.
"Esta não é a primeira história de terrorismo da minha família. Provavelmente não será a última", afirmou o atacante, em entrevista.
Logo que chegou aos Estados Unidos, Aymen Hussein passou por um constrangimento ao ser interrogado durante sete horas por autoridades de imigração no aeroporto de Chicago. Só após procedimentos de investigação e verificações ele pôde ser liberado.
Herói nacional
O atacante se tornou herói ao marcar o gol da vitória sobre a Bolívia, na repescagem intercontinental, que garantiu a volta da seleção iraquiana à Copa após 40 anos. A última e única vez que participaram foi em 1986.
Aymen Hussein tem 1,89 m e vem de uma temporada com nove gols em 18 jogos pelo Al-Karma, sexto colocado no Campeonato Iraquiano. Pela seleção, o centroavante já disputou 90 partidas e balançou as redes em 32 oportunidades.
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