Esporte
Publicado em 04/12/2025, às 18h15 - Atualizado às 18h21 Alexandre Vidal/Flamengo Gabriel Santana
O atacante do Flamengo, Bruno Henrique, foi condenado e virou réu por estelionato, no processo que estava respondendo por suspeita de fraudar resultados de competições esportivas, nesta quinta-feira (4).
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A decisão da punição foi da Terceira Turma Criminal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), que decidiu aceitar por unanimidade o recurso do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT).
A medida contraria o entendimento em primeira instância em relação a um ponto técnico do processo. De acordo com o Uol, inicialmente, o juiz do caso tinha tirado a denúncia contra o atleta sobre o item estelionato e manteve apenas a fraude a competições esportivas. O que se configura em um crime menos grave, previsto no artigo 200 da Lei Geral do Esporte.
Os desembargadores alegaram na sessão que o fato de existir uma apuração envolvendo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Associação Internacional de Integridade em Apostas (Ibiá) é suficiente para seguir com o processo.
Foi a partir do relatório da Ibiá enviado depois para o Ministério Público e à Polícia Federal que deu andamento à investigação sobre o caso do atacante do Flamengo.
Relembre o crime
Bruno Henrique responde criminalmente por ter passado informações privilegiadas para o seu irmão, Wander Nunes Junior, de que levaria um cartão amarelo na partida entre Flamengo e Santos, pelo Brasileirão de 2023. O MP afirmou que Wander, então, apostou na ocorrência do cartão e passou a dica para outras pessoas.
Wander, a cunhada de Bruno Henrique, Ludymilla Araújo Lima, e outras seis pessoas também viraram réus por estelionato. Na mesma sessão, os desembargadores negaram o pedido de pagamento de R$ 2 milhões referente à fiança, que também havia sido feito pelo Ministério Público. O órgão entende que o atacante não apresenta risco de fuga.
Punição no STJD
Desportivamente, Bruno Henrique apenas foi multado no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e, por isso, pôde continuar jogando pelo Flamengo. Só que o caso vai continuar na Justiça Comum.
A defesa do atleta tinha considerado que o afastamento por estelionato tinha sido uma vitória. Mas, agora, sendo adicionada à manipulação, o caso fica mais complexo para a defesa.
Confira o que disse o jurídico do atleta.
A defesa do atleta Bruno Henrique recebeu com indignação a notícia do julgamento que acatou recurso do MPDFT para abrir ação penal quanto a um suposto crime de estelionato, fato que contraria decisão fundamentada do juiz de primeira instância. Com confiança no Poder Judiciário, será apresentado recurso pela defesa aos órgãos competentes, que demonstrará, mais uma vez, o claro equívoco da denúncia”.
O recurso deve ser feito pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), após a decisão final dos desembargadores ficar pronta.
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