Esporte
Publicado em 08/08/2026, às 16h47 - Atualizado às 17h18 Divulgação | Ferroviário Alex Torres
O Ferroviário, do estado do Ceará, estuda romper com a Sociedade Anônima de Futebol (SAF) após a eliminação do clube no Brasileirão da Série D, ocorrida no último dia 26 de julho. O Conselho Deliberativo do Ferrão vai realizar uma Assembleia Geral que definirá o futuro da relação com a SAF.
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Em coletiva de imprensa, o presidente da equipe cearense, Rodger Raniery, explicou a situação do clube e revelou que não acredita que os aportes fincanceiros prometidos serão concretizados.
O Ferroviário precisa de novo rumo, o projeto não está dando certo. De maneira bem fria e bem tranquila, eu digo que não acredito mais no projeto. Projeto que confiei e defendi durante a campanha. Não acredito que os aportes fincanceiros prometidos vão ser concretizados", afirmou.
"Convoquei o Conselho Deliberativo para convocar Assembleia Geral para saber se vão seguir esse projeto ou se faremos a descontinuidade. A partir da resposta, agirei de forma responsável dentro do contrato. Eu defendo uma SAF, mas uma SAF responsável", completou o mandatário.
Vale destacar que o clube não deverá jogar sequer a Taça Fares Lopes, tradicional competição organizada pela Federação Cearense de Futebol (FCF), porque não possui condições financeiras.
Após a eliminação para o Goiatuba, na Série D, o próprio técnico do time, o português Nuno Pereira, admitiu que o Ferroviário tinha salários atrasados. A situação foi, inclusive, discutida na semana em reuniões dos dirigentes da parte associativa do clube com os gestores da SAF.
A diretoria do Ferrãpo ainda não sabe o valor que foi aportado até o momento, mas trata o valor como investimento. O Ferroviário decidiu, em fevereiro de 2025, pela venda de 90% da SAF coral. A oficializou, entretanto, aconteceu somente em novembro do mesmo ano, após a compra do Grupo Makes.