Esporte
Publicado em 11/03/2026, às 17h23 Reprodução / Freepik Gabriel Santana
Uma investigação sobre a morte de Adam Anker, jogador de 17 anos do Wycombe Wanderers (ING), uma equipe da terceira divisão do futebol da Inglaterra, apontou que houve falha em identificar sinais de parada cardíaca após mal súbito durante uma partida.
Clique aqui e inscreva-se no canal do Bnews no YouTube.
Anker sofreu um mal súbito em 2024, durante uma partida de categoria de base. De acordo com o O Globo, o jogador chegou a ser socorrido mas morreu no hospital.
Após ter sido atendido por paramédicos, o jovem foi levado para o Hospital Harefield e morreu quatro dias depois, por conta de danos cerebrais. As investigações apontaram que Anker tinha uma doença hereditária chamada cardiomiopatia arritmogênica do ventrículo direito. Houve negligência em seu atendimento.
O assistente do legista do Tribunal de Justiça de West London, sem nome revelado, disse que não foi fornecido suporte básico ao jogador. Durante a ligação para o serviço de emergência, foi possível ouvir uma respiração fraca e ruídos com presença de líquido, mas o atendente registrou sua respiração como “normal”.
O legista responsável pelo caso apontou que o atleta adolescente apresentou sinais de respiração agônica, um padrão respiratório ligado a parada cardíaca, mas que não foi reconhecido pelas pessoas presentes no atendimento.
A investigação concluiu que a morte foi causada muito por causa da falha de identificar os sinais. De acordo com o inquérito, ninguém iniciou ressuscitação cardiopulmonar (RCP) nem tentou utilizar um desfibrilador enquanto o jovem aguardava socorro.
Inclusive, o equipamento chegou a ser levado para o campo, mas não foi utilizado. Testemunhas relataram que houve dúvidas sobre a possibilidade de usar o equipamento com segurança em um adolescente, procedimento que, segundo o legista, poderia ter sido realizado.
Diante do caso, o legista recomendou que a Football Association (FA), entidade que administra o futebol na Inglaterra, torne obrigatório o treinamento para reconhecimento de parada cardíaca súbita para ao menos uma pessoa presente no campo, especialmente treinadores e árbitros.
O relatório também menciona mudanças recentes nas orientações do serviço público de saúde do Reino Unido (NHS). A orientação atual aponta que seja iniciada ressuscitação cardiopulmonar quando uma pessoa desmaia de repente durante a prática de esportes ou exercícios físicos.
“Me importo mais com o Vitória do que com a Seleção”, dispara Wagner Moura durante campanha do Oscar
Ataque cardíaco em jovens: por que acontece e como prevenir