Esporte
Publicado em 26/08/2026, às 16h48 Leticia Martins / EC Bahia Cauan Borges
O lateral-esquerdo Caio Roque está perto de definir seu futuro após uma curta passagem pelo Botafogo. Ex-jogador do Bahia, o atleta rescindiu o contrato de empréstimo com o clube carioca e tem o retorno encaminhado à Portuguesa, com SAF estruturada no final de 2024 por meio de uma parceria entre a Tauá Partners (detentora de 80% das ações), segundo informações do jornalista Luiz Nascimento.
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Roque havia chegado ao Botafogo em abril deste ano, depois de se destacar pela tradicional equipe paulista durante o campeonato estadual. No entanto, a passagem de Caio pelo Alvinegro durou poucos meses e terminou antes do previsto.
Pelo ‘Fogão’, o defensor disputou somente seis partidas. Em quatro delas, começou no banco de reservas, enquanto foi titular nas outras duas. Todas as participações aconteceram ainda em abril. Depois disso, o lateral não voltou a ser utilizado pela comissão técnica. Diante da falta de espaço, a diretoria alvinegra acertou a rescisão antecipada do empréstimo.
Revelado pelo Flamengo, Caio Roque chegou ao Bahia na segunda janela de transferências de 2023, quando ainda se recuperava de uma lesão no joelho. O jogador foi contratado pelo Grupo City após o Lommel SK, da Bélgica, clube pertencente ao City Football Group, adquiri-lo junto ao ‘Mengão’ por cerca de R$10 milhões.
No Esquadrão, o lateral assinou contrato válido por duas temporadas, com vínculo até o fim de 2025. Apesar das expectativas, o defendor teve poucas oportunidades e não conseguiu conquistar espaço no elenco. Em 2024, Caio Roque entrou em campo sete vezes e, no ano seguinte, participou de apenas três partidas antes de deixar o clube.
Caio Roque negocia com a SAF o futuro dele na Portuguesa. O lateral esquerdo, de 24 anos, estava no Botafogo. Mas, ao não ser mais utilizado, decidiu antecipar o fim do empréstimo. Foram só seis jogos. Ele tem contrato com a Lusa até o fim de 2027.
— Luiz Nascimento (@_nascimentoluiz) August 25, 2026
A recolocação em outro clube… pic.twitter.com/k2SBPV10VS
A falta de confiança da comissão técnica ficou evidente mesmo em períodos nos quais o Bahia precisava de uma alternativa para a lateral esquerda. Em determinado momento, por exemplo, Rogério Ceni chegou a utilizar Rezende improvisado na posição antes da chegada de Iago Borduchi.
Sem espaço no Bahia, Caio Roque foi emprestado ao Londrina em 2024. Pelo clube paranaense, disputou apenas seis partidas pela Série C do Campeonato Brasileiro, sendo titular em apenas duas oportunidades.
Na temporada seguinte, o Bahia novamente optou por emprestar o jogador, desta vez ao Volta Redonda. A intenção era proporcionar mais minutos ao lateral, mas o atleta também não conseguiu se firmar como titular. Pelo Volta Redonda, Caio disputou nove partidas na Série B, com seis aparições entre os titulares.
A transformação da Portuguesa em Sociedade Anônima do Futebol (SAF), atualmente na Série D do Campeonato Brasileiro, foi anunciada em novembro de 2024, em meio a uma grave crise financeira e esportiva enfrentada pelo clube.
A associação, que comandava o futebol profissional havia mais de um século, acumulava dívidas e dificuldades para manter a competitividade em campo, cenário que levou dirigentes e conselheiros a buscarem uma alternativa para o futuro da equipe. Com isso, o acordo foi conduzido pelo então presidente da Portuguesa, Antonio Carlos Castanheira, em conjunto com os executivos das empresas: Tauá, Alex Bourgeois e André Berenguer.
Na época, o negócio foi apresentado publicamente como um projeto de aproximadamente R$1,2 bilhão. O montante seria dividido entre diferentes áreas: cerca de R$450 milhões destinados à dívida da Portuguesa, que seria assumida pela SAF; R$500 milhões previstos para a modernização do estádio do Canindé; e R$263 milhões destinados ao futebol.
Dentro da previsão relacionada ao futebol, estavam incluídos R$ 50 milhões para contratação de jogadores, R$ 18 milhões para obras no centro de treinamento, R$ 44 milhões para as categorias de base, R$ 7 milhões para o futebol feminino e R$ 144 milhões destinados à folha salarial da equipe profissional ao longo de cinco anos.
Assim, embora o projeto da SAF tenha sido apresentado inicialmente como uma operação de R$1,2 bilhão, os detalhes contratuais mostram que os valores anunciados eram compostos por diferentes compromissos, investimentos condicionais, possibilidades de financiamento e projeções de longo prazo.
Alardeada como SAF de R$ 1,2 bilhão, Portuguesa tem realidade apenas modesta garantida por contrato
— LIBERTA DEPRE (@liberta___depre) January 23, 2026
Desde que a SAF da Lusa foi apresentada, em 2024, foi divulgado que o projeto era de R$ 1,2 bilhão, mas a realidade é bem diferente.
No contrato firmado pela Portuguesa com… pic.twitter.com/dWs6p42rsM
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