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Publicado em 01/07/2025, às 12h02 - Atualizado às 14h34 Divulgação / Memo Soul/SEC Vagner Ferreira
A Independência da Bahia, que culminou no Dois de Julho, começou na cidade de Cachoeira. De acordo com informações do portal de notícias do Governo do Estado, o município cachoeirense proclamou, em 25 de junho de 1822, Dom Pedro de Alcântara como regente constitucional do Brasil, mesmo sob ameaça portuguesa. O evento resultou em um grande desfile e celebrações. Com isso, no entanto, iniciaram-se os ataques que deram início à luta pela Independência da Bahia.
Luta pela Independência
Em 1822, deputados baianos questionaram a relação da Bahia com Portugal, levando Cachoeira e São Francisco a se manifestarem a favor da regência de Dom Pedro. Diante da reação portuguesa, a cidade cachoeirense proclamou uma Junta de Defesa, recebendo a adesão de muitos portugueses e brasileiros, e enfrentou ataques,q ue culminaram com a captura de uma embarcação inimiga.
As vilas do Recôncavo foram se aliando à Cachoeira. No mesmo período, Salvador era alvo de maiores opressões do brigadeiro Madeira de Melo, comandante das tropas portuguesas, e a saída da população para o Recôncavo aumentou. Como ato de resistência, um governo foi instalado em Cachoeira em 22 de setembro de 1822, com Miguel Calmon du Pin e Almeida no comando. Um mês depois, a cidade começa a receber o primeiro reforço, vindo do Rio de Janeiro, sob a administração do general francês Pedro Labatut.
Salvador passou a ser cercada por militares e comerciantes portugueses, ficando sem alimentos e munições, fazendo com que as tropas baianas partissem para o Recôncavo. A capital ficou praticamente interditada. Em 8 de novembro de 1822, trava-se em Pirajá uma das batalhas mais violentas da libertação da Bahia, fazendo com que Portugal recuasse. Diante da precariedade da situação, o chefe português autorizou a saída de cerca de 10 mil pessoas da cidade. A derrota final aconteceu, justamente, em 2 de julho de 1823.
“Foram os brasileiros que, de fato, libertaram a Cidade do Salvador de armas nas mãos. Primeiro foram os brasileiros de Santo Amaro, Maragogipe, Cachoeira, São Francisco do Conde, Nazaré das Farinhas, Jaguaripe, que formavam um exército de esfarrapados”, disse o historiador baiano Luís Henrique Dias Tavares, autor do livro Independência do Brasil na Bahia, segundo a reportagem.
Por causa da sua importância histórica, Cachoeira passou a ficar conhecida como ‘Cidade Heróica’ e ocupa o lugar de Salvador no dia 25 de junho, se tornando, anualmente, capital da Bahia, conforme a Lei 10.695/07.
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