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Gigante dos eletrodomésticos no Brasil anuncia fechamento de fábricas e mais de 2 mil demissões

Uma das fábricas já confirmou que irá encerrar no final de 2026 e a outra negocia entre empresa, sindicato e autoridades  |  Divulgação

Publicado em 11/08/2026, às 08h42 - Atualizado às 09h13   Divulgação   Alex Torres

Uma forte reestruturação das operações na Europa está sendo realizada pela Electrolux. As mudanças envolvem duas fábricas, na Itália e na Hungria, e podem afetar cerca de 2,3 mil trabalhadores. Uma das unidades já confirmou que irá encerrar as atividades no final de 2026 e a outra negocia entre empresa, sindicato e autoridades.

De acordo com a empresa, a reorganização está relacionada à demanda mais fraca, à pressão sobre os preços e ao aumento dos custos industriais. A estratégia também prevê concentrar a fabricação em operações consideradas mais competitivas.

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Apesar da marca ter forte presença no mercado de eletrodomésticos no Brasil, as reestruturações anunciadas até agora não atingem unidades instaladas no país. Os anúncios divulgados pela companhia atingem exclusivamente as operações mencionadas na Hungria e na Itália.

HUNGRIA

Na Hungria, mais precisamente na cidade de Jászberény, a fábrica segue as operação até o final do ano. Após o encerramento, estima-se que cerca de 600 trabalhadores sejam afetados, com possibilidade de desligamentos e transferências. A reestruturação deve gerar uma despesa de aproximadamente 600 milhões de coroas suecas.

Por conta do fechamento da unidade, a demanda de refrigeradores deverá ser atendida por outras fábricas da Electrolux e também por fornecedores externos. As operações comerciais e de marketing da companhia em Budapeste, capital húngara, por exemplo, permanecerão mantidas.

ITÁLIA

Já a fábrica impactada na Itália fica localizada na comuna Cerreto d’Esi, onde deve ocorrer uma possível redução de aproximadamente 1.700 postos de trabalho. De acordo com os sindicatos, a proposta apresentada pela Electrolux inclui o fechamento de uma das cinco fábricas mantidas pela empresa no país.

Vale destacar que, em junho, a Electrolux concordou em suspender temporariamente a reestruturação na Itália. No entanto, a interrupção não representa o abandono definitivo da proposta. O plano que prevê os cortes e o fechamento da fábrica poderá ser alterado, cancelado ou retomado após as negociações. 

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