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Redes sociais superam TV e sites como fonte de informação, diz pesquisa

Levantamento diz que redes sociais, plataformas de vídeo e IAs lideram o consumo global de notícias  |  Reprodução/Redes Sociais/Unsplash

Publicado em 16/06/2026, às 16h57   Reprodução/Redes Sociais/Unsplash   Antonio Dilson Neto

As redes sociais e plataformas de vídeo ultrapassaram pela primeira vez os veículos tradicionais de comunicação e se tornaram a principal fonte de informação da população em escala global. A conclusão é de um estudo divulgado nesta terça-feira (16) pelo Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo, da Universidade de Oxford.

Segundo o relatório, 2026 marca uma mudança histórica no consumo de notícias. Na semana anterior à pesquisa, 54% dos entrevistados afirmaram ter utilizado redes sociais e plataformas de vídeo para se informar.

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Quando são incluídas ferramentas de inteligência artificial, como o ChatGPT, esse percentual sobe para 56%.


A televisão aparece com 52%, seguida por sites e aplicativos de veículos jornalísticos, com 51%, enquanto o rádio alcança 21%.

O levantamento foi realizado pela empresa YouGov e ouviu quase 100 mil pessoas em 48 países. Considerado uma das principais referências globais sobre o mercado de mídia, o estudo aponta que as redes sociais já são a principal fonte de informação para três em cada dez entrevistados.

Entre jovens de 18 a 24 anos, esse índice ultrapassa 50% e o comportamento dos usuários varia conforme a plataforma. Enquanto YouTube e X são utilizados de forma mais intencional para acompanhar notícias, Facebook, Instagram e TikTok concentram um consumo classificado como incidental, quando o usuário encontra informações enquanto navega por outros conteúdos.

A pesquisa também destaca o crescimento da influência dos criadores de conteúdo, o avanço dos formatos em vídeo e o aumento do uso de ferramentas de inteligência artificial para acessar informações. Cerca de 10% dos entrevistados afirmam recorrer semanalmente a sistemas de IA para se informar, ante 7% registrados no ano anterior.

Outro dado que chama atenção é a queda da confiança na mídia: apenas 37% dos participantes disseram confiar na maior parte das notícias na maior parte do tempo, o menor índice já registrado pelo estudo desde o início da série histórica.

Classificação Indicativa: Livre


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