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Publicado em 28/08/2025, às 17h54 Reprodução Redes Sociais Redação
O empresário Mohamad Hussein Mourad é apontado como o “epicentro das operações” no esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro do ramo de combustíveis articulado pelo PCC (Primeiro Comando da Capital), de acordo com o Ministério Público de São Paulo (MPSP).
Ele foi um dos alvos da Operação Carbono Oculto, deflagrada nesta quinta-feira (28), que investiga diversas fraudes em combustíveis, com desdobramentos em lavagem de capitais, fraudes tributárias e estelionato. As operações, segundo a investigação, superam a cifra de R$ 8,4 bilhões.
Mohamad se apresenta como dono da G8 Log, uma empresa de transportes, mas que, segundo a investigação, é uma empresa de fachada usada para “ocultar e blindar a frota de veículos e para a lavagem de capitais”.
A G8 Log não tem frota própria. Os caminhões da empresa estão registradas pela “Blue Star Locação de Equipamentos”, que também é a proprietária de veículos que circulam com a logomarca da Usina Grupo Itajobi, uma usina de etanol que também pertence ao mesmo grupo.
Outra empresa que possui veículos ligados ao grupo é a “Locar Locadora Ltda”, que teve um primo de Mohamad no quadro societário. Segundo a investigação, a rede de Mohamed é extensa e inclui familiares, além de sócios e “profissionais cooptados”.
Mohamad está com mandado de prisão em aberto, assim como outros sete alvos da operação. Além disso, outras seis prisões foram cumpridas na manhã de hoje.
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