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Publicado em 15/06/2026, às 22h05 Emanuelle Sena/ AscomAGU Mariana Cedrim
Flávia Medeiros, de 29 anos, aprovada no concurso para oficial de chancelaria do Ministério das Relações Exteriores será impossada no cargo. A informação foi confirmada pelo governo federal, nesta segunda-feira (15). A servidora foi exonerada do cargo por ter sido excluída das cotas raciais do concurso, após se declarar negra.
A jovem foi questionada pela banca do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), que argumentou que ela tinha "pele clara, cabelo lisos e traços finos" — ou seja, características incompatíveis com a autodeclaração racial.
O acordo com Flávia foi firmado pela Advocacia-Geral da União (AGU) e ainda terá de ser homologado pela Justiça. A servidora será nomeada e tomará posse no cargo, a partir da data da nova publicação e sem retroativos. Em contrapartida Flávia também abre mão de eventuais pedidos de indenização ou reparação moral em relação ao processo, que será encerrado, e todos os recursos ou pendências ficaram prejudicados.
Jorge Messias, advogado-geral da União explicou que "a conciliação preserva a legalidade, preserva a constitucionalidade e corrige uma rota que estava indo pela direção equivocada". Além disso, destacou que que o governo federal deverá promover uma "profunda reflexão" sobre o processo atual das cotas.
Flávia Medeiros foi eleita para Comitê Étnico do Itamaraty antes de ser exonerada por banca racial
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