Meio Ambiente
Publicado em 15/06/2026, às 15h00 Reprodução / Freepik Mariana Cedrim
Repensar hábitos, se preocupar com o esgotamento dos recursos da natureza, levar em conta o meio ambiente, a saúde humana e animal, além das relações justas de trabalho são algumas das características de um consumidor considerado consciente. Para quem ainda não tem essa consciência, há a adoção de algumas medidas pode fazer toda diferença.
Usar sacolas de tecido em vez de sacolas plásticas, escovar os dentes com a torneira fechada, reduzir a impressão de papéis, além de avaliar o estabelecimento e que irá consumir. É necessário verificar aspectos como se a empresa é reconhecida por práticas socioambientais, se a matéria-prima é extraída de forma sustentável, se tem embalagens recicláveis e até mesmo se usa trabalho escravo ou infantil.
De acordo com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), o consumidor brasileiro esteja cada vez mais atento ao impacto ambiental e social de suas escolhas e 80% dos consumidores planejam adotar hábitos mais sustentáveis em 2026 e a principal área de interesse é a alimentação consciente e menos processada, mas não é tão fácil como parece.
A jornalista e especialista em confeitaria funcional, Karina Araújo, disse que até tenta ser uma consumidora consciente, mas o preço dos produtos considerados “politicamente corretos” não colabora. “Se a gente opta por comprar um ingrediente levando em conta todos os aspectos que de um consumo consciente, o preço sobe e não tem como repassar para o consumidor final.”
Para a consultora de comunicação Tamile Carvalho, a virada de chave foi durante a faculdade, ao decidir o tema do TCC. “Eu sabia que eu queria falar de moda, mas não queria falar de tendência, queria ir mais pelo lado social. E aí eu me deparei com um mercado que é bem problemático, né? Tava no top 5 assim de poluentes no mundo.”
Tamile ainda destacou que além de falar do consumo consciente, o estudo lhe convenceu a mudar os hábitos. “Eu lembro de um dia que eu abri meu guarda-roupa e aí eu olhei e eu percebi que eu usava um terço dele. E aí eu decidi que eu começaria a investir um pouco melhor nas coisas, tentando fazer com que elas durassem mais. E aí eu acho que eu comecei a me encontrar e esse comportamento, ele meio que foi se estendendo para outras áreas.”
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima considera que a transformação dos padrões de consumo representa um dos principais desafios da atualidade, exigindo mudanças estruturais que conectem escolhas individuais com políticas públicas efetivas.
O órgão pontua que “o consumo consciente emerge como estratégia fundamental para construção de sociedades sustentáveis, promovendo reflexão crítica sobre necessidades reais versus desejos criados pelo consumismo desenfreado. Por meio de cada ato de consumo, o consumidor consciente busca o equilíbrio entre satisfação pessoal e sustentabilidade, maximizando consequências positivas e minimizando as negativas de suas escolhas”.
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