Meio Ambiente
Publicado em 23/04/2025, às 17h52 - Atualizado às 17h58 Divulgação / Ascom Verônica Macedo
A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (Conferência das Partes) - COP 30 pode se apresentar como uma oportunidade para uma visão construtiva do agro na agenda do clima, como uma solução para mitigar esse desafio global. Nesse sentido, o segmento deve continuar com sua missão de atender a demanda global e crescente por alimentos, produzindo com mais eficiência e sustentabilidade, reduzindo a pegada de carbono.
“Quantos setores podem se apropriar dessa narrativa?”, indagou embaixador Roberto Azevêdo, consultor da ABAG - Associação Brasileira do Agronegócio e ex-Diretor Geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), durante o Fórum “Rumo à COP30: O Agronegócio e as Mudanças Climáticas”, promovido nesta quarta-feira (23), pela ABAG. Ele acrescentou que essa narrativa se sustentará somente se houver dois fatores: fatos e uma mensagem harmônica entre o governo e setor privado.
O painel trouxe avaliações de Aloisio Lopes, secretário Nacional de Mudança do Clima no Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Alessandro Cruvinel, diretor de Apoio à Inovação Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Felipe Albuquerque, head of Sustainability LATAM da Bayer, Liège Vergili Correia, diretora de Sustentabilidade da JBS Brasil e Regina Teixeira, diretora Sênior de Relações Governamentais e Assuntos Corporativos da Pepsico, sobre outros pontos importantes para o setor, como inovação, tecnologia e práticas sustentáveis, conectividade, desmatamento e emissões de biometano.
Para os especialistas, é fundamental ter um agro participativo, que apresente o que tem sido feito nos últimos anos e seu potencial exportador de tecnologia de produção para outros países. Além disso, é preciso ter convergência entre setores, governo e todos os players para se ter uma coalizão intersetorial, construindo recomendações escaláveis com base em inovação e tecnologia para a transformação técnica e ecológica do agro até o consumidor, apoiando, dessa forma, o desenvolvimento sustentável.
“Para a COP30, é necessário se ter uma mensagem positiva sobre o agro na agenda climática, ou seja, como o setor está contribuindo com a agenda de sustentabilidade, apresentando inovações para fazer a diferença. Se não tivermos essa narrativa, perderemos a oportunidade. É uma verdade que o agronegócio brasileiro é solução para agenda climática, mas ela não será assimilada se não for bem contada", finalizou Azevêdo.
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