Meio Ambiente

Saiba como ataques de Trump ao meio ambiente podem afetar maior fabricante de celulose do mundo

Divulgação / Freepik
Presidente da maior fabricante de celulose do mundo comentou sobre como fica o setor após série de críticas  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Freepik

Publicado em 22/04/2025, às 11h31   Publicado por Vagner Ferreira



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem feito ataques ao meio ambiente, responsabilidade social e governança (ESG, na sigla em inglês), conforme informações do portal MSN. No entanto, de acordo com o presidente da Suzano - maior fabricante de celulose do mundo - Beto Abreu, a companhia não tem sido afetada e segue sem dificuldades a créditos. 

Para ele, a empresa pode atuar na venda de créditos de carbono e, desta forma, o retorno rentável dependerá da regulamentação do mercado, que deve durar até o início de 2026. Abreu ressaltou, ainda, que a Suzano já entregou 85% da meta de redução da pegada de carbono.

O presidente da companhia informou que o Brasil teve um avanço significativo na venda de crédito de carbono, com a aprovação de uma lei no ano passado. Segundo ele, o Brasil precisa aproveitar o seu potencial, e assim, ser modelo para fora do país. 

“Na Suzano, o ESG está dentro da nossa estratégia. Vemos o ESG como uma oportunidade de negócio, não como um custo. O ESG na Suzano dá retorno, talvez não da forma tradicional de desconto de fluxo de caixa de um projeto de investimento. Mas, quando você olha a companhia como um todo, no longo prazo, a gente não tem a menor dúvida de que crescemos de forma muito mais sólida e sustentável”, disse, segundo a reportagem. 

“Não vemos a sustentabilidade em detrimento da rentabilidade. As duas coisas caminham juntas. O mercado de capitais, o mercado financeiro e a BlackRock – que é acionista da Suzano – estão interessados em saber se essa é uma companhia bem gerenciada e se ela gera valor para o acionista”, continuou.

Quando questionado sobre como os investimentos que a Suzano faz são afetados em relação aos produtos renováveis, sobretudo acerca dos tecidos, Abreu informou que o processo é feito a longo prazo e que uma companhia a nível global não deveria ter suas menções feitas sob análises de um governo específico. Ele reconheceu, contudo, que as últimas semanas foram de risco globalmente elevados. 

“No primeiro governo Trump, depois da guerra comercial, o crescimento global foi reduzido em 0,7 ponto porcentual – de 3,5% para 2,8%. A guerra comercial traz, de fato, um arrefecimento da demanda. Essas guerras tarifárias diminuem o fluxo global de comércio e trazem inflação. Mais inflação e menos comércio global significam menor crescimento global”, descreveu. 

Por fim, Abreu reforçou que a Suzano sempre participa da COP30 e que considera importante discutir a temática junto com outras entidades envolvidas, mas que o trabalho não deve se limitar apenas aquela semana, e sim ser debatida em todo o ano.

“A gente participa, contribui, questiona, busca soluções para chegar à COP-30, dentro do possível, com propostas concretas”. Para ele, por ser pequena, a escolha de Belém é um verdadeiro desafio em relação as questões logísticas, mas, que a escolha foi importante por ter a Amazônia em torno, e assim, propor discussões mais direcionadas.

Clique aqui e se inscreva no canal do BNews no YouTube!

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)