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Cuba está há três meses sem petróleo por culpa dos Estados Unidos, diz presidente

Presidente de Cuba diz que país enfrenta crise energética e pede negociação com os Estados Unidos  |  

Publicado em 14/03/2026, às 15h17 - Atualizado às 15h18      Antonio Dilson Neto

O presidente de Cuba, Miguel Díaz‑Canel, afirmou nesta sexta-feira (13) que o país já soma mais de três meses sem receber navios com combustível, em meio ao bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos.

Segundo o líder cubano, a situação tem provocado longos apagões em várias regiões da ilha, com municípios chegando a ficar até 30 horas seguidas sem energia elétrica.

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“Já se passaram mais de três meses desde que um navio-tanque entrou em nosso país e estamos trabalhando em condições muito adversas que têm um impacto imensurável na vida de toda a nossa população”, disse Díaz-Canel durante coletiva em Havana.

🇺🇸🇨🇺 El momento histórico en donde el dictador de Cuba, Miguel Díaz Canel, anuncia en cadena nacional que han cedido a la presión y están oficialmente en negociaciones con los Estados Unidos.

El régimen cubano completamente rendido, al borde de la muerte.pic.twitter.com/lDAjV4cwh9

— Agustín Antonetti (@agusantonetti) March 13, 2026

A crise energética ocorre após o governo do presidente Donald Trump endurecer as sanções contra o país, ameaçando punir qualquer nação que venda petróleo para a ilha. A medida ampliou o embargo econômico que Washington mantém contra Cuba há décadas.

O impacto é direto no sistema elétrico cubano. Cerca de 80% da energia do país é gerada por usinas termelétricas, que dependem de combustível para funcionar. Sem importações suficientes de petróleo, a rede elétrica enfrenta sucessivos colapsos e cortes programados de energia.

A situação foi agravada após o bloqueio ao petróleo venezuelano destinado à ilha, já que a Venezuela era historicamente uma das principais fornecedoras de combustível para o governo cubano.

“Dezenas de milhares de pessoas aguardam cirurgias que não podem ser realizadas devido à falta de energia elétrica. Entre elas, um número significativo são crianças”, afirmou.

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