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Estados Unidos abrem investigação contra o Brasil; saiba o motivo

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Além do Brasil, a lista de investigados pelos Estados Unidos inclui nomes como China, Japão, Reino Unido, Índia e México  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes sociais/The White House
Antonio Dilson Neto

por Antonio Dilson Neto

Publicado em 13/03/2026, às 14h10



Os Estados Unidos abriram uma investigação comercial contra 60 economias do mundo, entre elas o Brasil, para avaliar se a ausência ou a aplicação insuficiente de medidas contra produtos feitos com trabalho forçado prejudica o comércio norte-americano.

A apuração é conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA e busca determinar se governos estrangeiros adotam regras eficazes para proibir a entrada de mercadorias produzidas nessas condições.

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Em nota, o embaixador de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que, apesar do consenso internacional contra o trabalho forçado, muitos países ainda falham em aplicar medidas efetivas.

“Governos falharam em impor e aplicar de forma eficaz medidas que proíbam a entrada em seus mercados de bens produzidos nessas condições”, afirmou. Segundo ele, isso cria uma vantagem artificial de custos para produtores estrangeiros e prejudica trabalhadores e empresas americanas.

A investigação será conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento que permite aos EUA investigar práticas consideradas injustificáveis ou discriminatórias que restrinjam seu comércio internacional. 

Além do Brasil, a lista inclui grandes parceiros comerciais como China, Japão, Reino Unido, Canadá, Índia, México e Austrália.

Segundo o governo americano, a análise pretende identificar se a falta de restrições à importação de produtos ligados ao trabalho forçado gera impactos negativos para empresas e trabalhadores dos Estados Unidos.

Classificação Indicativa: Livre

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