Mundo

Saiba onde fica o McDonald’s mais perigoso do mundo

Reprodução/Redes sociais
Unidade do McDonald's já sofreu seis ataques em três anos  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes sociais
Antonio Dilson Neto

por Antonio Dilson Neto

Publicado em 13/03/2026, às 14h33



Depois de seis ataques em três anos, o restaurante do McDonald’s considerado o mais perigoso do mundo continua funcionando em Kiev, capital da Ucrânia.

A unidade fica ao lado da estação de metrô Lukianivska Metro Station e foi inaugurada em 1997 como o primeiro McDonald’s do país. Desde o início da guerra provocada pela invasão da Rússia, o restaurante já foi atingido diversas vezes por ataques de mísseis na região.

📲 Mantenha-se informado! Siga o CANAL DO BNEWS NO WHATSAPP e receba as principais notícias diretamente no seu dispositivo. Clique e não perca nada!

O episódio mais grave ocorreu na madrugada de 18 de janeiro de 2025. Segundo a Força Aérea ucraniana, quatro mísseis balísticos foram lançados contra a cidade. Dois foram interceptados, mas os destroços caíram justamente no bairro onde fica o restaurante.

Três pessoas morreram no ataque: uma mulher de 41 anos e dois homens de 25 e 43 anos. A entrada da estação de metrô foi destruída, um prédio residencial ficou parcialmente demolido, carros pegaram fogo e o sistema de abastecimento de água da região foi interrompido por horas.

Mesmo assim, o restaurante seguiu funcionando.

Durante os bombardeios, o protocolo da rede é simples: ao soar o alerta aéreo, funcionários interrompem o atendimento e encaminham clientes para o abrigo mais próximo. O restaurante só reabre quando o alerta termina. Nenhum funcionário ficou ferido nos ataques.

A unidade da Lukianivska tem um peso simbólico. Quando foi inaugurada, em maio de 1997, cerca de 30 mil pessoas passaram pelo local no primeiro dia, formando filas de dezenas de metros.

Antes da guerra iniciada em 2022, o McDonald’s chegou a operar 109 restaurantes na Ucrânia. Com a invasão russa, todas as unidades foram fechadas temporariamente, mas a empresa manteve o pagamento dos salários de mais de 10 mil funcionários durante sete meses.

Hoje, mesmo em meio ao conflito, o restaurante segue aberto e frequentado por moradores e militares que passam pelo centro de Kiev. 

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)