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Publicado em 02/07/2025, às 17h06 Foto: Ilya Naymushin Dan Gama
O líder religioso russo Sergei Torop, conhecido como Vissarion e popularmente apelidado de “Jesus da Sibéria”, foi condenado a 12 anos de prisão por um tribunal na Rússia. Ele é acusado de liderar uma seita que causou sérios danos físicos e psicológicos a seus seguidores, além de explorar financeiramente os membros da comunidade.
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Vissarion, de 63 anos, afirma ser a reencarnação de Jesus Cristo e fundou na década de 1990 a Igreja do Último Testamento, atraindo milhares de seguidores para uma comunidade isolada na região da Sibéria. No local, os adeptos viviam sob regras rígidas, com alimentação vegana, sem uso de dinheiro, álcool ou tabaco, em um modelo coletivista e sustentável.
Além de Torop, outros dois líderes do grupo, Vladimir Vedernikov e Vadim Redkin, também foram condenados. Vedernikov recebeu pena igual à de Vissarion (12 anos), enquanto Redkin foi sentenciado a 11 anos de prisão. Todos cumprirão pena em campos de prisioneiros de regime fechado.
Segundo as autoridades russas, 23 vítimas sofreram danos ao longo dos anos — entre elas, seis com lesões graves e outras com sequelas psicológicas. O grupo também foi condenado a pagar uma indenização de cerca de 40 milhões de rublos (aproximadamente R$ 2,8 milhões).
As prisões ocorreram em 2020, quando o serviço secreto russo (FSB) invadiu a comunidade e prendeu os líderes. Desde então, o caso tem chamado a atenção internacional por envolver questões religiosas, isolamento social e liberdade de crença.
Especialistas apontam que a repressão ao grupo também reflete uma tendência do governo russo de coibir movimentos alternativos ao cristianismo ortodoxo tradicional, especialmente aqueles que criam sistemas paralelos de poder ou desafiam as estruturas estatais.
Vissarion nega as acusações, e seus seguidores mais fiéis continuam a defendê-lo como um líder espiritual legítimo. Ainda não há informações sobre possíveis recursos por parte da defesa.
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