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Publicado em 04/04/2026, às 10h55 Reprodução/Vatican Media Antonio Dilson Neto
Na noite da Sexta-feira Santa, o Coliseu de Roma voltou a reunir milhares de fiéis para a tradicional Via-Sacra, marcada neste ano por reflexões sobre guerras, injustiças e a perda da dignidade humana no mundo contemporâneo.
Diante de mais de 30 mil pessoas, o Papa Leão XIV conduziu as 14 estações do percurso, entre o interior e a área externa do anfiteatro, em um clima de silêncio e oração iluminado por velas.
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As meditações, elaboradas pelo franciscano Francesco Patton, partiram dos relatos do Evangelho sobre a Paixão de Jesus Cristo e incorporaram textos de São Francisco de Assis, no contexto dos 800 anos de sua morte.
Ao longo da celebração, os textos fizeram críticas ao abuso de poder e destacaram o sofrimento de populações vulneráveis, como vítimas de guerras, mulheres exploradas, pessoas marginalizadas e crianças privadas de direitos básicos. A figura de Simão de Cirene foi associada à atuação de voluntários, agentes humanitários e profissionais que arriscam a vida para ajudar o próximo.
Ao final da Via-Sacra, o pontífice recitou a oração “Omnipotens”, de São Francisco de Assis, e concedeu a tradicional bênção inspirada no Livro dos Números, encerrando a celebração com uma mensagem de esperança às vésperas do Sábado Santo.
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