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Publicado em 14/05/2025, às 15h59 - Atualizado às 16h08 Emilio Bianchi/Perini Navi/Divulgação Redação Bnews
Mesmo após quase um ano submerso no fundo do mar, o superiate Bayesian, que naufragou em agosto de 2024, durante uma tempestade na costa da Sicília, segue acumulando tragédias. O acidente inicial matou seis pessoas, incluindo o proprietário da embarcação, o magnata britânico Mike Lynch, e sua filha Hannah, de 18 anos.
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No dia 9 de maio de 2025, durante o início da operação para remover o iate de 56 metros do fundo do mar para perícia, um novo acidente ocorreu: o mergulhador holandês Robcarnelis Uiben, de 39 anos, morreu enquanto manuseava um maçarico submarino usado para cortar e retirar o mastro do veleiro, etapa necessária para facilitar o resgate do barco.
Com isso, Uiben se tornou a sétima vítima – ainda que de forma indireta – do naufrágio do superiate, que era considerado “inafundável” pelo próprio fabricante.
As causas do acidente com o mergulhador ainda não foram esclarecidas, assim como o motivo do naufrágio do Bayesian. A morte de Uiben levou à suspensão imediata da operação de resgate, já que a polícia italiana agora investiga mais uma fatalidade ligada ao caso.
O naufrágio do Bayesian, ocorrido às 4h da manhã de 19 de agosto de 2024, segue cercado de mistérios. O iate estava ancorado a menos de 300 metros da costa quando foi atingido por uma violenta corrente descendente de vento, fenômeno que surpreendeu até especialistas e autoridades marítimas.
Das 22 pessoas a bordo, apenas 15 sobreviveram. Entre os sobreviventes estão o comandante James Cutfield, o engenheiro Tim Eaton e o tripulante Matthew Griffith, que foram presos sob suspeita de negligência.
Segundo especialistas, além da força dos ventos – que ultrapassaram 100 km/h –, fatores como o enorme mastro do veleiro (com 72 metros de altura), um possível alagamento prévio na casa de máquinas e o não posicionamento correto da quilha móvel podem ter contribuído para o rápido afundamento do barco.
O caso segue intrigando autoridades e peritos navais, que aguardam a perícia do casco para tentar explicar o que realmente aconteceu naquela madrugada.
A operação de içamento do superiate, que seria acompanhada pela imprensa italiana, agora está suspensa por tempo indeterminado, enquanto as investigações sobre as mortes e as causas do naufrágio prosseguem.
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