Economia & Mercado

Após 10 anos, agência de comunicação deixa Omnicom e empresa volta a ter controle brasileiro

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A agência de comunicação nacional volta a ser controlada através de um grupo de sócios brasileiros, mas sob a tutela do atual CEO  |   Bnews - Divulgação Divulgação/Tially Lima
Gabriel Santana

por Gabriel Santana

Publicado em 24/07/2026, às 14h16



A CDN Comunicação vai deixar de ser parte da agência de publicidade do Grupo Omnicom e volta a ser controlada por um grupo de acionistas brasileiros, sob a motivação de mudança de direção dos negócios.

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Toda a operação vai ser realizada sob a tutela do atual CEO, Fábio Santos, e vai seguir com a entrada de outra agência, a Nova, entre os seus sócios. A intenção da mudança foi ampliar a agilidade nas decisões, além de fortalecer os investimentos em inovação e aumentar a oferta de soluções integradas aos seus clientes.

Fábio Santos, atual CEO da CDN; Crédito: Divulgação/Tially Lima
Fábio Santos, atual CEO da CDN; Crédito: Divulgação/Tially Lima

O processo se deu em meio à reorganização global que o Omnicom vem atravessando, principalmente depois da compra do conglomerado global de publicidade e marketing, a Interpublic Group (IPG), no último novembro. Santos ressalta que o processo foi fundamental para dar chance de “repatriar” a CDN.

“Com mais velocidade e autonomia, ampliamos nossa competitividade e criamos espaço para desenvolver soluções baseadas em dados e inteligência artificial”.

Com a negociação, a participação dos acionistas em relação à Nova não foi divulgada. O CEO ainda aponta que a nova configuração vai facilitar os esforços realizados em Inteligência Artificial (IA), aumentar a atuação além das relações públicas, como publicidade e aumentar a flexibilidade para a contratação de novos profissionais e novos negócios

O portfólio atual da CDN Comunicação abraça empresas multinacionais e órgãos brasileiros como: Samsung, Itaú, Pfizer, Nestlé, Einstein, Sesc, Ministério da Fazenda, Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI), Finep, Instituto Unibanco, Mineração Taboca, Grendene, Mosaic, SLC Agrícola e Sofisa.

A conclusão da negociação ainda espera uma definição. De acordo com o Meio e Mensagem, existe a necessidade da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do cumprimento das novas condições de uso. Mesmo com o processo em andamento, a CDN e a Nova seguem com as suas atividades próprias em andamento normal e independente.

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