BNews Nordeste
Publicado em 09/03/2023, às 08h05 Reprodução/TV Globo Cadastrado por Bernardo Rego
A proposta de instalar uma tela de proteção, visando evitar ataques de tubarões no litoral de Pernambuco, apresentada há 18 anos, não é consenso dentro da comunidade científica. O reitor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Marcelo Carneiro Leão, se posicionou contrário à ideia, após reunião com o governo do Estado para discutir a retomada das pesquisas sobre a presença dos tubarões na costa do Grande Recife.
A rediscussão do tema foi proposta pela ONG Instituto Praia Segura após dois adolescentes terem sido atacados no domingo (5) e na segunda (6), na praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes. “Nós somos contra enquanto universidade. Já debatemos muito isso. Trouxemos especialistas da Austrália e da África do Sul e eles também são contra; porque isso não garante 100% de segurança, causa danos não somente aos tubarões, mas a todo o ecossistema”, ressaltou.
A fala do reitor aconteceu após reunião com a governadora Raquel Lyra (PSDB), com quem assinou, na última terça-feira (7), um termo de cooperação técnica e financeira para a realização de pesquisas e ações de monitoramento no litoral pernambucano.
Para Carneiro Leão, a instalação de telas representa “uma proteção ilusória”. “Às vezes, pode algum governo se encantar com essa medida porque tira um pouco da sua responsabilidade. Mas quem trabalha com ciência - e eu posso dizer que a Austrália e a África do Sul têm muita experiência nisso - é totalmente contra esse processo”, disse.
Nos últimos 15 dias, Pernambuco registrou três incidentes: o surfista André Luiz, de 32 anos, foi atacado em Olinda, um adolescente de 14 anos teve a perna direita amputada e Kaylane Timóteo Freitas, de 15 anos, perdeu parte do braço esquerdo. Os dois últimos casos foram em Piedade, em Jaboatão dos Guararapes. Informações do G1.
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