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Dia do Folclore: Conheça lendas e mitos da região Nordeste

O BNews selecionou algumas histórias pouco conhecidas que surgiram em terras nordestinas  |  Ilustrativa/Freepik

Publicado em 22/08/2024, às 05h30   Ilustrativa/Freepik   Gabriela Araújo

O Dia do Folclore é comemorado nesta quinta-feira (22). A data foi criada com o objetivo de chamar a atenção para a importância da valorização das manifestações folclóricas do Brasil. Entre as tradições, estão as lendas e os mitos, e cada região do país possui os seus. Pensando nisso, o BNews selecionou alguns que surgiram na região Nordeste e que você talvez não conheça. 

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Quibungo   

Muito contada na Bahia, a lenda diz respeito a um monstro, chamado Quibungo, que persegue crianças com mau comportamento. Ele é peludo, como um lobo, e malvado. 

Segundo a história, ele tem uma boca gigante, com dentes afiados nas costas, e gosta de perseguir crianças que se recusam a dormir e que fazem birra. Depois, elas são devoradas pelo bicho.

Cabra Cabriola  

A lenda é contada no estado de Pernambuco e surgiu no fim do século XIX. Conforme a história, ela é metade cabra, metade monstro, tem dentes afiados e fede. Cabra Cabriola procura por crianças para se alimentar, ataca pessoas que andam desacompanhadas à noite e invade casas em busca de meninos desobedientes.  

Cabeça de Cuia  

A história envolve o Rio Parnaíba, que divide os estados do Maranhão e do Piauí, e uma família muito humilde. Segundo a lenda, uma mãe fazia sopas ralas para o filho, Crispim. Na preparação, ela costumava colocar ossos.   

Certo dia, o menino ficou revoltado com a escassez de alimentos e resolveu jogar o osso da sopa na mãe, que morreu após ser atingida na cabeça. Antes de morrer, a mulher jogou uma maldição no filho, fazendo com que ele passasse a vagar pelo rio, com a cabeça enorme, no formato de cuia.  

Crispim só tinha uma maneira de quebrar a maldição: matando e se alimentando de sete virgens de nome Maria. Desesperado, ele resolveu se jogar no rio e morreu. Em razão disso, a lenda diz que seu espírito continua vagando em busca das virgens.  

Comadre Fulozinha  

Personagem muito conhecida em Pernambuco e na Paraíba. Também conhecida como "Mãe da Mata”, essa figura é uma cabocla, tem cabelos pretos longos e vive pela floresta, protegendo as plantas e animais. Sua história lembra a de outra personagem do folclore, a caipora.

Comadre Fulozinha pode ser muito amável. No entanto, também pode ser maldosa com homens que vão até as florestas para caçar animais ou desmatar. Seu assovio é capaz de deixá-los atordoados e perdidos no meio da mata.   

Além disso, ela também costuma fazer nós nas crinas de cavalos e gosta de assustar as pessoas que não levam mingau para ela.  

Papa-figo  

A lenda diz que ele é um idoso, maltrapilho, que perambula com um saco nas costas. Lá, ele guarda os ossos de crianças capturadas. Também conhecido como "homem do saco", essa figura gosta de comer o fígado de crianças e, por isso, o nome "Papa-figo".   

Em outras versões da história, ele tem grandes orelhas e dentes de vampiro. Algumas pessoas contam a lenda para crianças com a finalidade de deixá-las com medo e afastá-las de estranhos.  

Barba Ruiva

De acordo com a história, essa lenda possui relação com a criação da lagoa Paranaguá, no Piauí. Segundo moradores da região, uma moça ficou muito triste após engravidar do namorado. Desesperada e com vergonha, ela teve o bebê, o colocou em um tacho de cobre e o deixou sobre um riacho.

Com raiva de toda a situação, a Mãe-D'água, que vivia no local, criou uma grande enchente, que cobriu a mata, as casas da região e fez nascer a lagoa Paranaguá. Depois, algumas pessoas começaram a ver um homem saindo da água. No período da manhã, ele aparecia como um menino. Na parte da tarde, ele era um jovem de barba ruiva. Já à noite, era um idoso, de barba branca.  

Essa figura do folclore nordestino tinha a intenção de agarrar as moças que iam até a beira do Paranaguá lavar roupa. De acordo com a lenda, o feitiço será desfeito se ele for abençoado por uma dessas mulheres.  

Alamoa  

Presente no arquipélago pernambucano de Fernando de Noronha, essa lenda conta a história de uma mulher que vive em uma região de rochas, o Morro do Pico, que tem 323 metros de altura.  

O nome “Alamoa” foi dado porque ela parece com uma alemã. É branca, tem cabelos e olhos claros e atrai os homens até a sua moradia. No momento em que eles chegam até o Pico, ela se transforma em caveira e joga as vítimas do penhasco.  

Cidade Encantada de Jericoacoara  

A vila cearense de Jericoacoara sustenta uma lenda sobre uma antiga cidade encantada que existia na região onde, hoje, está localizado um farol. De acordo com a história, o local era mágico, próspero e abrigava uma princesa.   

Após ser enfeitiçada, ela se transformou em uma cobra, com escamas douradas. No entanto, a cabeça e os pés de mulher permaneceram. Segundo a lenda, o feitiço só pode ser desfeito com sangue humano. 

Classificação Indicativa: Livre


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