Polícia
Publicado em 23/09/2026, às 10h35 - Atualizado às 10h42 Reprodução/ Redes Sociais Bernardo Rego
O cantor e compositor Alexandre Pires foi um dos alvos da Operação Disco de Ouro, que tem por objetivo aprofundar investigações relacionadas à atuação de organização criminosa envolvida em lavagem de capitais, falsidade ideológica e outros delitos de caráter transnacional. A operação foi deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (23).
O grupo criminoso comercializava cassiterita extraída ilegalmente da Terra Indígena Yanomami, em Roraima. A cassiterita é o principal minério utilizado na produção de estanho, metal empregado na fabricação de diversos produtos, como latas de alimentos, peças automotivas, vidros e equipamentos eletrônicos, incluindo celulares e computadores.
De acordo com a PF, são cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e 17 ordens judiciais de sequestro de bens e valores, expedidos pela 4ª Vara da Justiça Federal em Boa Vista. As medidas tem por objetivo obter provas, interromper as atividades ilícitas e recuperar ativos supostamente vinculados aos fatos investigados.
Ainda conforme a PF, as investigações apontam que foram movimentados mais de US$ 48 milhões por meio de empresas nacionais e estrangeiras, operações financeiras internacionais, utilização de contas de terceiros e mecanismos informais de compensação financeira, além de emprego de pessoas físicas e jurídicas para pulverização de recursos e dificultação do rastreamento.
De acordo com informações do G1, a operação também teve com alvos os empresários Diego Possebon e Matheus Possebon, que trabalhavam com Alexandre Pires. A PF cumpriu mandados de buscas e apreensões em endereços ligados a eles.
Ainda conforme o G1, os mandados de busca e apreensão contra Alexandre Pires foram cumpridos em uma casa e na produtora musical qe pertence a ele na cidade de Uberlândia em Minas Gerais. Foram recolhidas mídias, documentos e bens.
De acordo com as invesigações, Pires era empresariado por Matheus Possebon, irmão de Diego Possebon, apontado como o operador central e líder da organização criminosa. Alexandre Pires e a empresa dele foram incluídos no Núcleo Financeiro do grupo investigado.
Segundo a investigação, o cantor e a empresa são suspeitos de terem sido usados para fracionar, ocultar e dissimular valores obtidos com a fraude envolvendo a venda da cassiterita.
A investigação apontou que a empresa do cantor recebeu R$ 4.434.050,00 de contas ligadas ao esquema. O fluxo financeiro cruzado mapeado pela investigação chega a R$ 31.035.050,00.
A investigação decorre de desdobramentos da primeira fase da Operação Disco de Ouro, que apura ilícitos relacionados à cadeia de comercialização e de exportação de minério, bem como ao emprego de documentação ideologicamente falsa para conferir aparência de regularidade a determinadas operações.
A PF aponta ainda que os investigados poderão responder pelos crimes de lavagem de capitais, organização criminosa, falsidade ideológica, operação irregular de instituição financeira e demais infrações penais eventualmente identificadas no curso das investigações.
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