Polícia

Força-tarefa prende dupla de advogados envolvida em golpes contra idosos em Salvador

MP-BA prende advogados em operação nacional  |  Ascom MPBA

Publicado em 22/07/2025, às 10h50   Ascom MPBA   Bruna Rocha

A operação Entre Lobos, deflagrada nesta terça-feira (22) pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), resultou na prisão de dois advogados suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada em aplicar golpes contra idosos em diversos estados do país.

A ação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do MP-BA, em apoio ao Gaeco do Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC), e contou também com o suporte da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap).

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As diligências ocorreram simultaneamente nos estados da Bahia, Santa Catarina, Ceará, Rio Grande do Sul e Alagoas, como desdobramento de uma investigação conduzida pelo Gaeco catarinense, com apoio das Promotorias de Justiça locais.

Ao todo, estão sendo cumpridos 13 mandados de prisão — oito preventivos e cinco temporários —, além de 35 mandados de busca e apreensão. A operação também inclui o sequestro de 25 veículos e o bloqueio de 16 contas bancárias, com valores de até R$ 2 milhões por investigado ou empresa envolvida.

Conforme as investigações, a organização criminosa era liderada por cinco advogados e formada por pelo menos 17 integrantes. O grupo atuava com crimes como estelionato, lavagem de dinheiro, patrocínio infiel e crimes contra idosos, especialmente aposentados e pessoas em situação de vulnerabilidade.

O esquema consistia na abordagem de idosos, com idade média de 69 anos, aos quais era oferecida a proposta de ajuizamento de ações revisionais de contratos bancários. Após a entrada das ações, as vítimas eram induzidas, sem pleno conhecimento, a assinar contratos de cessão de crédito por valores muito inferiores aos montantes que teriam direito a receber.

Para dar aparência de legalidade aos golpes, os idosos eram levados a cartórios para reconhecimento de firma. As investigações também revelaram que o grupo utilizava o “Instituto de Defesa do Aposentado e Pensionista (IDAP)” como fachada institucional para atrair vítimas pela internet. Por meio do site da entidade, aposentados eram induzidos a fornecer documentos que permitiam ao grupo ajuizar ações judiciais e posteriormente desviar os créditos obtidos.

Até o momento, já foram identificadas cerca de 215 vítimas do esquema. No entanto, o Ministério Público estima que mais de mil pessoas possam ter sido lesadas nos estados investigados.

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