Polícia

Parente de uma das vítimas do massacre em Heliópolis diz que atirador “era aluno exemplar”

Prima de uma das vítimas contou ao BNews que o autor do massacre em Heliópolis era próximo de todos os alunos que foram mortos  |  Silvânia Nascimento / BNews

Publicado em 19/10/2024, às 13h15 - Atualizado às 14h15   Silvânia Nascimento / BNews   Silvânia Nascimento e Thiago Teixeira

O massacre que resultou na morte de quatro estudantes no Colégio Municipal Dom Pedro I, localizado no povoado de Serra dos Correias, na cidade de Heliópolis, Nordeste baiano, ainda tem deixado muitas perguntas sem resposta. O caso aconteceu na sexta-feira (18) e gerou uma comoção nacional.

Moradores da região e membros da comunidade escolar não entendem o que teria levado um estudante de 14 anos a assassinar três colegas de sala — duas meninas e um menino entre 14 e 15 anos — e depois tirar a própria vida. 

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Prima de uma das vítimas e integrante do Conselho Tutelar, uma mulher identificada como Simara, concedeu entrevista ao BNews. Ela contou à reportagem que o atirador era próximo de todos os alunos que foram mortos e que não notou nenhum comportamento anormal no dia do incidente.

“Ele veio estudar. Estava normal. Daí quando entrou na sala, depois do intervalo, começou o tiroteio. Ele era um aluno exemplar”, explicou a conselheira tutelar. 

Moradora da cidade e vizinha de porta Colégio Municipal Dom Pedro I, Orldeide, também conversou com o BNews. Ela relatou que não havia sinais de desentendimentos entre as vítimas e o atirador, principalmente porque eles faziam trabalhos da escola juntos.

“Primeiro a gente escutou os disparos. Daí saímos para tentar saber o que tinha acontecido. Ficamos sem entender nada. Não houve desentendimento [entre os alunos]. Diziam que eles faziam trabalhos de escola juntos”, contou a vizinha.

A informação inicial das testemunhas indica que um dos alunos disparou com um revólver calibre 38 contra três colegas. Na sequência, ele atentou contra sua própria vida. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, que apura como o jovem teve acesso a arma utilizada no crime.

O delegado da Polícia Civil, Thiago Alves Cunha, contou ao BNews que, neste momento, é prematuro afirmar se o armamento era do pai do autor dos disparos.

"É uma preocupação a gente tratar dessa arma, porque é uma arma na mão de um adolescente. Desde o primeiro momento, a gente já iniciou as nossas investigações e estamos aguardando a manifestação dos laudos periciais do DPT e verificando as informações sobre a propriedade da arma. Ainda é prematuro a gente precisar quem era ou não o proprietário dessa arma”, disse.

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