Polícia

Suspeito de matar Mãe Bernadete é preso após manter família refém em Simões Filho

A ação policial envolveu o Core e o Denarc, resultando na apreensão de materiais e na detenção do suspeito em uma operação tensa.  |  Reprodução

Publicado em 12/09/2025, às 08h00 - Atualizado às 08h00   Reprodução   Redação Bnews

Apontado como suspeito de participar do assassinato da líder religiosa Mãe Bernadete, Josevan Dionísio dos Santos, conhecido como “BZ” ou “Buzim”, foi preso nesta sexta-feira (12) pelo Departamento de Repressão e Combate ao Narcotráfico (Denarc). Integrante do Baralho do Crime, ele foi capturado em uma operação que contou com o apoio da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core). A ação aconteceu em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.

O “Novo de Ouros” do Baralho do Crime da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) fez a própria família de refém na tentativa de impedir a prisão. As forças armadas da Bahia cumpriam dois mandados de prisão e dois de busca e apreensão.

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Durante a ação, ele usou a companheira e os dois filhos como escudo. Após uma longa negociação, os agentes conseguiram prendê-lo. No local, a polícia apreendeu ma pistola calibre 9mm, de fabricação turca, com numeração raspada.

Além do assassinato de Mãe Bernadete, Josevan também é investigado por integrar grupo criminoso atuante em Simões Filho e região, envolvido em roubos, tráfico de drogas e homicídios. Ele foi conduzido à sede do Denarc, onde passou pelos exames legais e permanece preso à disposição da Justiça.

Divulgação / PC

Crime contra Mãe Bernadete

Mãe Bernadete foi assassinada em 17 de agosto de 2023, dentro da comunidade de Pitanga dos Palmares, em Simões Filho. O crime teve grande, repercussão nacional.

BZ é apontado como o executor do homicídio da líder quilombola. No dia do crime, homens armados invadiram a residência da vítima, que era coordenadora da Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos (Conaq), e a executaram dentro do imóvel.

As investigações indicam que a motivação do crime está relacionada à resistência da vítima contra a expansão do tráfico de drogas em territórios tradicionais. Mãe Bernadete era uma voz ativa na defesa dos direitos humanos e denunciava a atuação de facções criminosas na região. 

No inquérito policial, seis pessoas foram indiciadas pelo homicídio. Cinco já foram presas e diligências continuam para localizar o último envolvido, conhecido como “Maquinista”, que permanece foragido.

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