Polícia
Publicado em 12/07/2024, às 13h31 Reprodução/ Redes Sociais Bernardo Rego
Após morte de um trabalhador que prestava serviço para a Embasa, em Salvador, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e da Madeira no Estado da Bahia - Sintracom-BA, a Federação Interestadual dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Construção Civil e do Mobiliário nos Estados da Bahia e Sergipe - Fetracom-BASE e a Federação Latino-Americana e Caribenha dos Trabalhadores da Construção, Madeira e Materiais de Construção - FLEMACON manifestaram solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho e repúdio à forma com que as autoridades policiais estão conduzindo as investigações.
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Welson Figueiredo Macedo, de 29 anos, foi morto a tiros em confronto com a Polícia Militar no último dia 9 de julho. Ele prestava serviços na empresa onde trabalhava desde 2020 e exercia a função de operador de equipamento leve.
Em nota, os sindicatos ressaltaram ser mais um trabalhador negro que morreu durante troca de tiros.
"É mais um jovem trabalhador, negro e morador da periferia que, após ser morto pela polícia, está sendo tratado como bandido, acusado de suspeito de assalto, de portar arma e munição e que entra para as estatísticas que, segundo o Anuário de Segurança Pública, em 2022, a Bahia foi o estado brasileiro com maior índice de mortes por policiais, responsável por 22,77% da letalidade policial do país, que acumulou em 2023 o total de 1701 mortes causadas por agentes policiais, 15% a mais que 2022, no país em que 76,9% das vítimas de ações policiais são negras, 91,4% são homens e 50,2% têm entre 12 e 29 anos", diz o comunicado.
Os sindicatos cobram do governador do estado uma providência imediata sobre o caso. "O governador Jerônimo Rodrigues precisa tomar uma atitude firme contra essa prática policial, que mata inocentes e depois fabrica uma situação de confronto, fazendo com que a dor da família seja dobrada, pois, além de sofrer e chorar pela perda trágica de seu ente querido, ainda tem que desmascarar o discurso falacioso dos que são os responsáveis pela sua morte e deveriam ser rigorosamente investigados, punidos e afastados da função pública", acrescentou a nota.