Política
Publicado em 17/06/2025, às 12h41 Antônio Cruz/Agência Brasil Yuri Pastori
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) foram indiciados no esquema de espionagem ilegal montado dentro da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo anterior junto com mais de 30 pessoas. A Polícia Federal (PF) entregou o relatório final ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a PF, Jair Bolsonaro recebia orientações de Ramagem, sabia da existência da espionagem paralela e se beneficiava diretamente do esquema ilegal, que tinha o objetivo de garantir sua permanência no poder, por meio do monitoramento de opositores e afetar a credibilidade de instituições democráticas, como o sistema eleitoral e o Supremo Tribunal Federal (STF).
Ramagem é apontado como o responsável por estruturar e comandar o núcleo de inteligência clandestino. Ainda segundo a PF, a agência foi transformada no braço político do bolsonarismo. Comandados por Ramagem, agentes usaram ilegalmente a ferramenta de geolocalização First Mile para monitorar, em tempo real, a movimentação de alvos por meio da conexão com antenas de telefonia.
Carlos era o responsável por usar as informações obtidas de forma ilegal como munição para realizar ataques virtuais contra os adversários e as instituições. Ainda de acordo com as investigações, o vereador comandava o chamado “gabinete do ódio”, núcleo que difundia conteúdo falso e ofensivo contra adversários do governo nas redes sociais. As informações são da coluna de Mirele Pinheiro do portal Metrópoles.
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