Política

Gonet juntará inquérito da 'Abin paralela' ao processo do golpe, diz colunista

Deivid Santana / BNEWS
Investigação da 'Abin paralela' revela um esquema de espionagem ilegal que pode ter implicações para ex-membros do governo  |   Bnews - Divulgação Deivid Santana / BNEWS

Publicado em 17/06/2025, às 12h10   Yuri Pastori



O procurador-geral da República, Paulo Gonet, deve juntar o inquérito sobre a 'Abin paralela', esquema que apura espionagem ilegal de adversários políticos na Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), ao processo sobre a tentativa de golpe de Estado.

A Polícia Federal (PF) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o relatório final do inquérito que apura o uso ilegal de ferramentas na Agência. Entre os indiciados estão o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL); o deputado Alexandre Ramagem; o diretor da Agência, Luiz Fernando Corrêa, e o vereador Carlos Bolsonaro (PL). Outras 35 pessoas também são acusadas de envolvimento. 

Segundo o jurista e colunista Wálter Maierovitch do Uol News, "não se fala mais em investigados. Esses três [Bolsonaro, Carlos e Ramagem] são formalmente imputados de crimes. Não é algo de investigação, de 'vamos ver'. A polícia aponta e diz que eles praticaram crimes. A partir daí, se eles acharem que estão sendo perseguidos, podem até impetrar um habeas corpus", disse. Segundo Maierovich, o relatório da PF traz elementos suficientes para que seja aberto um novo processo criminal em meio ao processo da trama golpista. 

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