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Política

Acusações, tapa na mesa e boicote: Os bastidores da briga pela presidência da Câmara de Salvador

Atrito foi desencadeado na quarta-feira (23), durante uma reunião do Colégio de Líderes  |  Reprodução

Publicado em 24/09/2026, às 15h54   Reprodução   Carolina Papa

O clima da disputa pela presidência da Câmara Municipal de Salvador (CMS) está longe de ser agradável. Se antes as articulações aconteciam nos bastidores, após o bate-boca na reunião do Colégio de Líderes protagonizado por Carlos Muniz (PSDB) e Alexandre Aleluia (NOVO) na manhã de quarta-feira (23), agora, o tom de guerra para na busca pela cadeira mais cobiçada da casa legislativa chegou aos holofotes. 

Apurações feitas pelo BNews revelam que a discussão entre Muniz e Aleluia na reunião foi intensa e recheada de troca de farpas, insinuações de golpe, acusações e até mesmo um aviso claro de boicote. 

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Durante o encontro, Aleluia teria, inclusive, usado o regimento interno para barrar as tentativas de Carlos Muniz para se manter no poder da Câmara Municipal, como estratégia de um terceiro mandato à frente da casa legislativa através de um requerimento que pode antecipar a escolha do novo presidente.

A atitude de Aleluia, que é presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), não agradou o tucano, que, segundo relatos, reagiu com um tapa na mesa. 

Em resposta, Muniz cravou um boicote junto à Prefeitura de Salvador, chefiada por Bruno Reis (União Brasil), ao nome de Aleluia para à presidência da Câmara. O nome do ex-bolsonarista passou a ser ventilado nos últimos meses pela sua proximidade com o comércio. 

Caso o documento seja aprovado, a votação que vai eleger a nova Mesa Executiva poderia ser antecipada para 1º de outubro, antes do primeiro turno das eleições. O regimento interno da Câmara informa que a votação deve ser feita na última reunião ordinária de dezembro.

No entanto, essa briga ganha outros contornos uma vez que tanto Aleluia como Muniz estariam com popularidade “em baixa”. O presidente, inclusive, diante da possibilidade de “cair” caso tente o terceiro mandato, tem estudando nomes próximos ao setor comercial para emplacar como seu sucessor direto.

Na quarta-feira (23), Muniz confirmou as votações de projetos e requerimentos para a próxima sessão ordinária na Câmara, marcada para segunda-feira (28), decisão, de acordo com informações obtidas pelo BNews, reprovada por unanimidade entre os presentes. 

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