Política

Advogado de Donald Trump reage à prisão domiciliar de Jair Bolsonaro; veja o que ele disse

Advogado afirmou que a medida “não é humanitária, mas uma contradição lógica”.  |  Agência Brasil

Publicado em 24/03/2026, às 18h08   Agência Brasil   Redação Bnews

O advogado Martin de Luca, que atua para a Rumble e a Trump Media, empresa do presidente Donald Trump, manifestou-se diante da autorização da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Para a coluna Manoela Alcântara, Matin de Luca relatou que não tinha conhecimento da decisão, mas afirmou que a medida “não é humanitária, mas uma contradição lógica”.

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“Ele [Moraes] passa páginas dizendo que o sistema prisional garante plenamente a saúde do Bolsonaro, que tem atendimento, estrutura, tudo funcionando. E, ainda assim, conclui que ele precisa sair porque a casa seria ‘mais apropriada’. Isso não se sustenta. Ou o sistema funciona, como ele mesmo afirmou, ou não funciona. As duas coisas ao mesmo tempo não podem ser verdade”, disse. 

E tem outro ponto que não dá para ignorar. O próprio Moraes alega descumprimento de medidas, destruição de tornozeleira, risco de fuga — fatores que, em qualquer situação normal, inviabilizariam a prisão domiciliar. Mesmo assim, ele concede o benefício. Então, será que o suposto descumprimento era verdade mesmo? Fica difícil identificar qualquer padrão. Isso não parece uma aplicação consistente do direito”, acrescentou.

Para o advogado, a decisão ocorre em meio a uma mudança no cenário eleitoral no Brasil sobre o crescimento de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa ao Palácio do Planalto.

“Pareceria que o Moraes percebe para onde as coisas estão indo e não quer ser o responsável por uma tragédia com o Bolsonaro”, acrescentou.

Jair Bolsonaro recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e foi transferido para um quarto. Ele foi internado com um quadro de broncopneumonia bacteriana após passar mal.

O alvará de soltura do ex-presidente para prisão domiciliar de 90 dias após alta hospitalar foi expedido nesta terça-feira (24) por Alexandre de Moraes. 

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